As eleições presidenciais na Venezuela, que estavam marcadas para abril, foram adiadas em cerca de um mês, para 20 de maio, após acordo entre o governo de Maduro (que procura a reeleição para novo mandato de seis anos) e os partidos da oposição.

O anúncio foi feito pela presidente da comissão nacional de eleições, Tibisay Lucena, que acrescentou, citada pela BBC, que o acordo entre os partidos para que sejam prestadas algumas “garantias eleitorais”. Esta questão é importante porque as eleições na Venezuela geralmente acontecem em dezembro, mas foram antecipadas para abril, o que alguns consideraram que era uma tentativa de apanhar os partidos da oposição desprevenidos e facilitar a reeleição de Maduro.

Vários países vizinhos, como a Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Perú, avisaram que caso a decisão não fosse alterada o resultado da eleição poderia não ser reconhecido internacionalmente. As Nações Unidas, lideradas por António Guterres, vão ser convidadas a enviar uma missão de observadores para acompanhar “todas as frases deste processo”.