A Eurovision Village, que tornou o Terreiro do Paço, em Lisboa, na “aldeia da Eurovisão”, abriu esta sexta-feira com concertos de alguns concorrentes, e com os fãs a acreditarem num bom resultado para Portugal, mas não na vitória.

O recinto abriu portas durante a tarde com concertos de alguns dos concorrentes que farão parte da edição deste ano do Festival Eurovisão da Canção, entre os quais os representantes da Dinamarca, Estónia, Finlândia, Macedónia e Chipre.

Pelas 19:00, duas horas antes do primeiro concerto extra festival, da dupla Beatbombers (formada por DJ Ride e Stereossauro), já Vanda Barata e os amigos se encontravam no Terreiro do Paço.

Ouvida pela Lusa, a jovem lisboeta disse que vai aproveitar aquele espaço para assistir às semifinais que decorrem na terça e na quinta-feira, uma vez que “perdeu a oportunidade de comprar bilhetes” para marcar presença na Altice Arena.

Fã da música que vai representar Portugal – “O Jardim” (composto por Isaura e interpretado por Cláudia Pascoal) – Vanda Barata mostrou-se convicta de que Portugal poderá alcançar “no máximo o quinto lugar” na final.

Para a vitória, a jovem está “indecisa entre a Estónia e Israel”.

Miguel Teixeira era outra das centenas de pessoas que já se encontravam na Eurovision Village ao final da tarde.

À Lusa, afirmou que também não acredita na vitória portuguesa, porque “duas vezes seguidas já é um bocado demais”, mas não arrisca adivinhar um vencedor.

Do país vizinho chegou Maluma Gonzalez, acompanhada pelo namorado, que viu o aparato e entrou para conhecer o recinto.

“Espero que Espanha vença, mas acho que Portugal tem boas hipóteses” de conseguir uma boa classificação, disse a jovem.

Pela primeira em Portugal, o espanhol Xavier Marias também aposta numa vitória do país natal, mas não prevê um resultado para Portugal porque não ouviu a música portuguesa.

Também o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina (PS), visitou hoje o recinto localizado no Terreiro do Paço, a alguns metros dos Paços do Concelho.

“A Eurovisão está a começar, já se notam os motores a aquecer, tudo a mover-se na cidade para isso”, disse aos jornalistas, considerando que a Eurovision Village vai ser “o ponto de encontro de todos aqueles que querem ver partes do festival da canção, querem ver conteúdos adicionais, novos concertos e convívio”.

Para o autarca, a “abertura que hoje se faz marca a contagem decrescente para as meias-finais e para a final no Altice Arena”.

Apontando que “este é um investimento que vale a pena”, Medina fez uma estimativa de retorno de “cerca de 25 milhões de euros só pelo benefício direto para os agentes económicos da cidade”.

Quanto aos objetivos para a 63.ª edição do Festival Eurovisão da Canção, o presidente da Câmara de Lisboa sublinhou que “a meta seria que Portugal ganhasse”.

A Eurovision Village funciona diariamente das 10:00 às 00:00, e é de acesso gratuito até atingir a lotação máxima.

Até dia 12 de maio, data da final do festival, vai receber vários espetáculos e as emissões em direto, num ecrã gigante, das semifinais (na terça-feira e na quinta-feira) e da final (a 12 de maio), a partir das 20:00.

A Village inclui também uma zona de restauração e uma outra ‘lounge’ e de sombras, bem como tendas dos patrocinadores e parceiros da iniciativa.

No local, é também possível ver a exposição “De Lugano a Lisboa: as Cidades da Eurovisão”, que pretende ser “uma homenagem da cidade de Lisboa às suas congéneres que antes realizaram o Festival da Eurovisão, desde 1956 até 2017”.