INEM

Ambulância do INEM incendeia-se dentro do hospital de Torres Novas

Este domingo foi uma ambulância incendiada, no sábado uma ambulância parou por falta de medicamentos, mas uma reportagem do Expresso alerta para outros problemas no INEM.

António Cotrim/LUSA

Atualizado

Uma ambulância do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) incendiou-se, este domingo, quando estava estacionada na base, o hospital de Torres Novas, noticiou o Expresso. Nenhum dos tripulantes da ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV), um técnico de emergência pré-hospitalar e um enfermeiro, ficaram feridos e a ambulância não tinha, no momento, nenhum doente a bordo.

O jornal refere ainda que este sábado uma ambulância no Algarve parou por falta de medicamentos. São apenas dois casos de uma situação que alegadamente se repete no instituto: bases sem condições, viaturas no limite de segurança, ambulâncias sem reposição atempada de medicamentos, entre outras situações denunciadas numa reportagem do Expresso, este sábado.

“As ambulâncias de suporte imediato de vida (SIV), com técnico e enfermeiro, na sua maioria, não passariam na inspeção. Os pneus estão gastos, a direção tem folgas, os amortecedores estão totalmente danificados e, mesmo assim, temos de fazer uma condução a grande velocidade”, um técnico de emergência pré-hospitalar da região de Lisboa.

“Nas ambulâncias SIV que não estão integradas numa unidade de saúde, a reposição dos stocks é muito difícil e optamos por pedir aos colegas da Urgência para dispensarem material. Chegamos a pedir seringas, sistemas de soros ou medicamentos”, conta um enfermeiro do Norte.

Faltam enfermeiros para as ambulâncias de Suporte Imediato de Vida

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses denunciou, esta sexta-feira, que o INEM pretende colocar os técnicos de emergência pré-hospitalar a desempenhar funções de médicos e enfermeiros. Ao mesmo tempo, o Conselho Diretivo do instituto terá informado que que não tem planos para a contratação imediata de mais enfermeiros.

“O INEM divulgou recentemente planos de recrutamento e também, de formação intensiva de técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH), que passam a executar intervenções, para as quais, só os enfermeiros e médicos estão legalmente habilitados”, lê-se no comunicado enviado às redações.

O sindicato lembra que os Serviços de Urgência Básica de Alcácer do Sal, Coruche, Montijo, Algueirão-Mem Martins, Alcobaça, Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira e S. Pedro do Sul, permanecem sem SIV e sem enfermeiros para garantir a emergência Pré-Hospitalar, nas respectivas áreas geográficas. E que os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), do Porto,
Coimbra, Lisboa e Faro, continuam sem enfermeiros.

Atualizado com o comunicado do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses

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