Sempre que os motoristas da Uber conduzirem durante dez horas serão obrigados a ficar offline por um período mínimo de seis horas seguidas. A plataforma decidiu aplicar este limite em Portugal através do lançamento de uma nova funcionalidade na sua app que começou a funcionar esta quinta-feira.

Esta nova funcionalidade já é utilizada pela empresa nos Estados Unidos, Reino Unido, França e Médio Oriente e tem como objetivo evitar a fadiga e a sonolência, problemas associados a quem passa grande parte do tempo na estrada.

Para os condutores, a nova funcionalidade vai contabilizar o tempo de condução acumulado (as horas efetivamente conduzidas), envia uma notificação ao motorista sempre que este estiver perto do limite de condução de dez horas, colocando-o imediatamente offline durante seis horas quando o tempo limite é atingido. Só seis horas depois é que o tempo de condução volta a ser iniciado, permitindo aos condutores voltarem a receber pedidos de viagem na aplicação.

“A condução sonolenta é uma questão de segurança séria, mas muitas vezes subestimada”, disse José Miguel Trigoso, presidente do Conselho da Direção da Prevenção Rodoviária Portuguesa em comunicado, saudando a medida levada a cabo pela Uber.

Já Rui Bento, diretor geral da Uber na Península Ibérica reforçou que “esta nova funcionalidade é importante para proteger não só os motoristas que viajam com a aplicação da Uber, mas também os utilizadores e quem circula nas estradas portuguesas”.

Segundo o mais recente inquérito ESRA – European Survey of Road Users’ Safety Attitudes, 60% dos portugueses diz ter conduzido apesar de estarem demasiado cansados para o fazer nos 12 meses anteriores ao estudo.

Esta regra faz parte do projeto de lei que se encontra a ser discutido no Parlamento, depois do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ter vetado a lei que regulariza a Uber, e vai abranger pelo menos 3.000 profissionais no país.