US Open

US Open. Repreensão a tenista francesa por tirar camisola em campo gera onda de críticas

Alizé Cornet reparou, durante uma pausa no US Open, que tinha a camisola ao contrário. Tirou-a logo de seguida, para a vestir corretamente. Foi advertida e vários adeptos criticaram a decisão.

AFP/Getty Images

Há uma nova polémica no mundo do ténis — e, de novo, relacionada com a roupa dos atletas. Desta vez, um árbitro do US Open, torneio que está a decorrer em Flushing Meadows, em Nova Iorque, está a ser criticado por ter advertido Alizé Cornet, após a tenista francesa ter retirado a camisola por breves momentos durante uma pausa.

Cornet, de 28 anos, estava a jogar contra a sueca Johanna Larsson, quando as duas atletas fizeram uma pausa de 10 minutos, devido ao calor. Quando Cornet voltou do balneário para o court, percebeu que tinha a camisola ao contrário e, por isso, voltou-se rapidamente para trás, tirou a camisola e colocou-a do lado correto. Nesse processo, ficou apenas com o ‘top’ de desporto vestido. Depois desse momento, o árbitro de cadeira avisou-a de que tal não era permitido e atribuiu um “aviso” por violação do código de conduta.

A situação não agradou aos adeptos e, nas redes sociais, foram várias as pessoas que se expressaram contra a atitude do ábritro, comparando a situação com o que acontece com os tenistas masculinos. “Advertida por violação do código de conduta. Alizé Cornet demorou 10 segundos para colocar o top do lado certo, mas Novak Djokovic pode sentar-se durante minutos semi-nu. A mesma competição. Dias depois de Serena Williams ter sido advertida por desrespeitar o ténis porque usou um #catsuit. Não é justo. Não é certo. Digam às vossas filhas”, escreveu uma utilizadora no twitter.

Judy Murray, a mãe do antigo vencedor do US Open, Andy Murray, também já se expressou sobre a situação e mostrou estar do lado de Cornet. “Alizé Cornet voltou ao court depois de 10 minutos de pausa por causa do calor. Tinha a sua camisola ao contrário. Foi-lhe atribuída uma violação do código. Conduta antidesportiva… mas os homens podem trocar as camisolas no court“, disse também no Twitter.

Após a polémica, a organização do US Open divulgou um comunicado, no qual diz lamentar a situação. “Todos os jogadores podem mudar a sua camisola quando estão sentadas na cadeira e isso não é uma violação. Lamentamos o aviso dado à Cornet e já clarificámos a situação, para que não se volte a repetir”, começou por referir a organização, acrescentando que “felizmente, foi apenas uma advertência sem penalidade ou multa”. A nota diz ainda que “as jogadoras femininas, se quiserem, também podem trocar de camisola num local mais privado perto do court, quando disponível, sem ser contabilizado como uma pausa para ir à casa de banho”.

As críticas a um “duplo padrão” de tratamento entre homens e mulheres no ténis continuam a surgir. Na semana passada, a Federação Francesa de Ténis anunciou a proibição de fatos como o que Serena Williams utilizou em Roland Garros: um macacão preto que melhorava a circulação sanguínea e facilitava a recuperação da tenista no período pós-parto. Na altura, a decisão gerou acusações de racismo e sexismo.

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