É, sem sombra de dúvidas, a música mais conhecida dos Queen. É, aliás, mais do que uma música: é um conjunto de várias músicas, vários géneros, várias fases da música internacional e várias fases da vida de Freddie Mercury. É, tal como o próprio nome revela — sem farsas, mal entendidos ou mensagens escondidas –, uma rapsódia boémia. Mas, a partir deste ano, Bohemian Rhapsody será também o nome do filme que conta a história da rapsódia boémia que foi a vida de Freddie Mercury.

Rami Malek, o protagonista da série “Mr. Robot”, foi o escolhido para interpretar o mítico vocalista,pianista,músico,ícone depois de anos de avanços e recuos e da recusa do nome de Sacha Baron Cohen –– que contava com a vantagem de ser fisicamente parecido com Mercury — por parte de Brian May e Roger Taylor, guitarrista e baterista dos Queen, que são também produtores executivos do filme. Em entrevista no talk show de Jimmy Kimmel, Rami Malek falou sobre o processo de se “tornar” Freddie Mercury e revelou qual foi o único objeto com que ficou depois do final das gravações.

“Tenho os dentes. Tenho-os guardados e vou guardá-los para sempre”, contou o ator norte-americano, referindo-se à dentadura falsa que teve de usar para simular que tinha os dentes de cima algo salientes, assim como o vocalista dos Queen. Sobre a possibilidade de nomeação para um Óscar — algo que está em cima da mesa, tendo em conta o pico de popularidade à volta do filme e a antecipação que existe depois de anos de espera –, Rami Malek admite que seria “uma coisa grande”. Mas bem mais importante do que isso, segundo o ator, é receber a aprovação dos colegas de banda de Mercury e da irmã do cantor, Kashmira Cooke.

“A maior honra que poderia receber por desempenhar o papel de alguém como o Freddie Mercury é receber a aceitação dos seus lendários colegas de banda, Brian May e Roger Taylor. Um Óscar é uma coisa grande, sem dúvida. Não vou mentir e dizer que não consideraria isso um feito gigantesco”, disse Rami Malek.

O filme retrata um período de 15 anos da vida de Freddie Mercury, desde a formação dos Queen até ao histórico concerto em Wembley, em 1985, durante o festival Live Aid. Concerto esse que é considerado a maior performance rock de todos os tempos, com direito a trono, coroa e manto vermelho. Naquele dia, Freddie foi coroado um ícone da música e estabeleceu hábitos e práticas de concerto que são, até hoje, indissociáveis da identidade Mercury.

E foi exatamente esse concerto, esse dia de julho de 1985, que deu início às filmagens de “Bohemian Rhapsody”. “A primeira cena do filme que rodámos envolvia nós os quatro a subir ao palco no Estádio de Wembley. Foi logo no primeiro dia”, contou Rami Malek a Jimmy Kimmel. Esta terça-feira soube-se que, como não podia deixar de ser, o filme sobre a vida de Freddie Mercury vai estrear precisamente em Wembley, na SSE Arena (antiga Wembley Arena), a poucos metros do estádio onde os Queen fizeram história.

A estreia, que vai contar com 2.600 convidados, está marcada para o dia 23 de outubro. Em Portugal, “Bohemian Rhapsody” chega aos cinemas a 1 de novembro.