Transportes

As trotinetes elétricas da Lime chegam a Lisboa. Serão partilhadas entre 200 a 400 scooters

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No âmbito da expansão europeia, a startup norte-americana chegou a Lisboa com trotinetes elétricas. Serviço custa 15 cêntimos por minuto e pretende expandir-se para outras cidades portuguesas.

Ao todo, serão distribuídas entre 200 e 400 trotinetes elétricas por Lisboa.

Lime

Depois de França, Alemanha, Espanha e Suíça, as trotinetes elétricas da Lime — uma startup norte-americana de bicicletas e trotinetes partilhadas – vão chegar em breve a Lisboa, naquela que é a primeira expansão da empresa para Portugal e mais um passo no crescimento a nível europeu. Os veículos foram disponibilizados esta quinta-feira.

Ao todo, serão distribuídas entre 200 a 400 scooters elétricas por 90 locais da cidade, para que cada pessoa possa utilizá-las para chegar aos transportes públicos, ao trabalho, a casa, ou até mesmo para dar um passeio por Lisboa num veículo alternativo e mais ecológico.

Segundo Marco Pau, diretor-geral da Lime em Portugal, a chegada da Lime a Lisboa tem uma explicação: “Lisboa é uma cidade que está a mudar muito em termos de mobilidade urbana, é uma cidade muito dinâmica, mas tem um elevado número de pessoas que utilizam carros e acreditamos que a nossa presença aqui pode melhorar, de uma forma geral, o transporte urbano e a qualidade de vida dos cidadãos”, explicou ao Observador.

Este novo serviço — que em 14 meses já permitiu mais de 11,5 milhões de viagens em bicicletas e trotinetes elétricas — vai estar disponível através da app da Lime para Android e iPhone. A partir daí, o cliente pode procurar os veículos que estão mais próximos do local onde está, desbloquear uma trotinete que esteja disponível (através de um código QR) e fazer-se à estrada. Há um preço fixo de um euro para o aluguer da trotinete, sendo depois contabilizados 15 cêntimos por cada minuto de utilização.

Quando a viagem termina, a scooter pode ser estacionada em qualquer parte de Lisboa, para que outras pessoas a possam utilizar, exceto no centro histórico – a chamada “zona vermelha”. Mas, atenção: apesar de não haver uma estação de recolha fixa, a empresa aconselha a que os clientes cumpram as regras e não deixem os veículos no meio da rua ou do passeio, evitando assim o caos na cidade. “Queremos que as pessoas também tomem conta do local onde estacionaram a scooter”, sublinhou o responsável da Lime, acrescentando que no final do dia, os veículos são recolhidos para recarga e manutenção.

O modelo de trotinetes elétricas disponibilizado para Lisboa.

A chegada da startup a Lisboa, assegura Marco Pau, foi trabalhada em conjunto com a Câmara Municipal de Lisboa, de forma a “garantir quais são as necessidades e entender as condições únicas de cada cidade”, bem como determinar os limites na utilização destes veículos.

A participação dos cidadãos também pode dar dinheiro

Em Lisboa, estará, numa fase inicial, uma equipa da Lime constituída por cerca de 35 pessoas, entre launchers, gerentes de operação e mecânicos. No entanto, há também uma forma de os cidadãos participarem e ainda serem pagos por isso. O “Projeto Juicer” permite que, depois das 21 horas, as scooters possam ser levadas por alguém para sua casa, de forma a serem carregadas durante a noite e depois colocadas no local de manhã. No final, os juicers são pagos pelo serviço.

Não só adicionamos valor às pessoas que estão à nossa espera, como criamos uma ligação com a comunidade, os cidadãos comuns que podem levar a scooter e fazer algum dinheiro ao carregá-la durante a noite”, referiu Marco Pau.

A segurança é também uma preocupação, especialmente tendo em conta o número de acidentes com veículos semelhantes que têm sido noticiados nos últimos meses. A Lime garante capacetes (obrigatórios) grátis para todos os utilizadores e sublinha a importância de se conhecer (e cumprir) as regras de utilização e as regras do trânsito. “Também queremos sensibilizar as pessoas e a comunidade a ter uma melhor abordagem dos transportes elétricos”, reforçou Marco Pau.

A Lime lançou a sua primeira rota (de bicicletas elétricas) em junho de 2017, nos Estados Unidos, e tem como objetivo “revolucionar a mobilidade” ao oferecer uma opção de transporte mais rápida, barata e ecológica para circular nas cidades. A empresa chegou à Europa em dezembro do mesmo ano e já está presente em mais de 80 mercados. 

Para já, as trotinetes elétricas vão estar apenas disponíveis em Lisboa, mas já há planos para uma futura expansão para outras cidades portuguesas. Este sábado, dia 29, a Lime vai apresentar-se a Lisboa — ainda que não seja o lançamento oficial  do serviço –, durante a festa de enceramento da Semana Europeia da Mobilidade, na Avenida da Liberdade.

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