As emissões de gases nocivos para o ambiente alcançaram “níveis recorde em 2018”, apesar do crescimento das energias renováveis, alertou esta segunda-feira em Londres o diretor executivo da Agência Internacional da Energia (AIE), Fatih Birol.

O anúncio foi feito por Birol depois de ter sido apresentado, na Coreia do Sul, um relatório do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que alerta para os riscos de continuar a contaminar a atmosfera.

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O IPCC sublinhou a importância de reduzir as emissões para limitar a subida das temperaturas a 1,5ºC até ao final do século, objetivo que se tornou urgente e que requer “mudanças sem precedentes” a nível social e global, para evitar mais extinções de espécies e reduzir a subida do nível do mar.

“Infelizmente, depois de uma descida entre 2014 e 2016, em 2017 as emissões subiram e alcançaram níveis recorde em 2018”, afirmou Fatih Birol em conferência de imprensa na capital britânica, realizada para apresentar o estudo “Renováveis 2018” da AIE.

O especialista explicou que, apesar dos avanços no campo das energias renováveis feitos nas últimas três décadas, o petróleo continua a representar “81% dos gastos energéticos”, o que deveria ser mudado para conseguir os objetivos de alterações climáticas. Para que o petróleo deixe de ser a principal fonte de energia e se poder refrear o aquecimento do planeta, é preciso “investir e promover mais a energia renovável, melhorar a eficiência e o consumo energético e aperfeiçoar as tecnologias de captura e armazenamento do carbono”, assinalou.