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Adeptos do Benfica contestam Rui Vitória: “Tenho consciência do meu valor e isso não abana por mais que façam”

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Benfica despediu-se do Jamor com derrota, assobios e lenços brancos. Rui Vitória defende jogadores, compreende insatisfação mas não desarma: "Estou aqui de cabeça erguida e a olhar para a frente".

Rui Vitória percebeu a contestação dos adeptos do Benfica no final do encontro: "O benfiquista quer sempre ganhar"

A saída de alguns adeptos ao intervalo acabou por ser um primeiro sinal mas foi o final do encontro, e a derrota por 2-0 frente ao Belenenses, que fez subir a contestação dos adeptos encarnados, descontentes com o primeiro desaire da equipa no Campeonato quatro dias depois do dissabor em Amesterdão frente ao Ajax nos descontos. Ouviram-se assobios, houve lenços brancos, foram muitas as reações dos adeptos que se deslocaram depois para a zona dos autocarros e o ambiente estava pesado para Rui Vitória, técnico que cumpre a quarta temporada na Luz, algo que o próprio admitiu compreender.

“Sabemos como se funcionam as massas. O benfiquista quer ganhar, a equipa quer ganhar e eu também quero ganhar. É natural que, perante um resultado menos bom, as coisas sejam assim mas não tenho nada a dizer em relação aos meus jogadores. Só faltou empurrar as bolas para lá da linha de golo. Não sei o que era preciso mais fazer. Sei o que pensam os adeptos. Foram três pontos que não conseguimos conquistar e vai ser luta dura até ao final do Campeonato. A tristeza é grande por não termos feito golos, se visse que equipa não criava situações de golo, aí acharia ainda pior. Isso não aconteceu. As outras equipas também vão perder. Quando não se tem sucesso momentâneo e quando se passam dificuldades vê-se quem tem capacidade para enfrentar a situação de frente. A semana não foi boa, é o futebol. Nada há a fazer”, referiu na conferência de imprensa após o encontro, voltando depois ao tema de forma mais direta.

Os adeptos têm direito a manifestarem-se. Estou aqui de cabeça erguida e a olhar para a frente. Aqui como em qualquer clube ou em qualquer divisão. Sou um chefe de família, um pai honrado. Boa pessoa, tenho bons princípios. Tenho consciência do meu valor e isso não abana, por mais que façam”.

“A explicação para a derrota é clara: com tanta bola para fazer golo e não se marcar, é evidente que a este nível se acaba por pagar.  Tivemos oportunidades mais do que suficientes e a bola não entrou. Começou pelo penálti, uma boa oportunidade, mas a equipa criou outras ocasiões que não foram concretizadas. A falta de eficácia ditou o resultado. A equipa batalhou, lutou… Foi 2-0 para eles, podia ter sido para nós, com as quatro ou cinco bolas que tivemos para golo. Há jogos que parecem assim. Desde o início que fomos à procura do golo mas a bola, quase por magia, nunca passava a linha de golo. Não há muito mais a dizer. O adversário aproveitou os erros que cometemos, só faltou mesmo a bola transpor a linha”, disse sobre o encontro.

Por fim, Rui Vitória abordou ainda as alterações que foi tentando fazer na segunda parte para desfazer o nulo. “Numa primeira fase o Pizzi estava presente, tivemos uma série de oportunidades antes dos golos. No início da segunda parte podíamos ter virado o resultado. Tentámos de várias formas, apostámos no jogo direto. Por mais que possamos dizer que se quer pensar da melhor maneira, nem sempre isso é fácil. Na primeira parte construímos lances dentro da área, depois tentámos de outra forma. É isto que se faz, não foi tudo ao mesmo tempo. Faltou discernimento na parte final? Se calhar sim. A ansiedade é limitadora do pensamento. Mas isso é aqui e em todo o lado”, analisou o treinador encarnado.

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