Dyego Sousa já tinha mostrado que não se importava nada de marcar ao Sporting: no final de setembro, na receção aos leões, o Sp. Braga venceu com um golo solitário do avançado brasileiro, atual marcador do Campeonato. Esta quarta-feira, na meia-final da Taça da Liga, Abel Ferreira abdicou de Ricardo Horta e Paulinho mas não abdicou do avançado brasileiro, que marcou presença na dianteira da equipa como é habitual e obrigou Mathieu e Coates a flashbacks daquela noite há quatro meses onde o antigo jogador do Marítimo foi mais forte e roubou os três pontos ao Sporting que ainda era de José Peseiro.

Aos três minutos de jogo, beneficiando de um arranque impressionante do Sp. Braga, Dyego Sousa surgiu entre o uruguaio e o francês e inaugurou o marcador depois de um grande passe de João Novais. Com o primeiro golo do jogo, o brasileiro igualou Paulinho no topo da lista dos melhores marcadores da Taça da Liga, marcou o golo mais rápido que o Sporting sofreu esta temporada e somou mais um número à conta pessoal – nesta que é já a época mais concretizadora do jogador bracarense, com 17 golos (até aqui só tinha chegado aos 12, em 2015/16 e 2017/18).

O avançado que chegou ao Sp. Braga na temporada passada depois de ter representado Leixões, Tondela, Portimonense e Marítimo em Portugal, Operário no Brasil e ainda Interclube em Angola, ficou, contudo, intrinsecamente ligado à história do jogo pelos piores motivos. Na primeira jogada da segunda parte, os bracarenses chegaram novamente à vantagem por intermédio de João Novais após assistência de Wilson Eduardo mas Manuel Oliveira anulou o lance por falta prévia de Dyego Sousa sobre Acuña. O brasileiro ainda converteu a respetiva grande penalidade – algo raro, tendo em conta os sete falhados, numa eficácia global de 50%… – mas não conseguiu evitar a derrota e a eliminação dos minhotos.

O destaque e o protagonismo que o avançado de 29 anos tem tido num Sp. Braga que está no terceiro lugar do Campeonato a um ponto do segundo e a seis da liderança têm provocado, claro, alguns rumores sobre uma eventual saída para FC Porto, Benfica ou Sporting ou até para o estrangeiro. Para fazer face ao assédio esperado no mercado de inverno, António Salvador recordou ainda em dezembro que a cláusula de rescisão de Dyego Sousa está nos 20 milhões de euros e não vai ser negociada. A permanência do avançado, peça fulcral no xadrez bracarense, foi ainda assegurada por Abel, que em conferência de imprensa já em janeiro explicou que tem um “leque de jogadores que dão garantias”.

“O que me deixa descansado é ver os meus jogadores a treinar todos os dias. Acima de tudo, o que vamos vendo é que tendo e conta os recursos que temos, o trabalho de superação de cada jogador, encontramos dentro do grupo um leque de jogadores que nos dão garantias. A nossa força é o coletivo, a nossa ideia e filosofia de jogo”, atirou o treinador do Sp. Braga. Dyego Sousa deve ficar em Braga durante o mercado de janeiro mas o mais provável é que se torne uma versão renovada de uma novela que já teve Lima e Rafa como protagonistas e que conta a história de um craque bracarense que passa o verão a fazer capas de jornais desportivos até ficar decidido para onde é que segue.