Brexit

Donald Tusk vê lugar no inferno para os que promoveram o Brexit

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O presidente do Conselho Europeu fez um discurso duro em que descartou taxativamente quer a renegociação do acordo de saída, quer a permanência do Reino Unido na União Europeia.

"Tenho-me questionado como será o lugar especial no inferno reservado àqueles que promoveram o Brexit", disse Donald Tusk (à direita)

OLIVIER HOSLET/EPA

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, criticou esta quarta-feira aqueles que promoveram o Brexit sem um plano para garantir uma saída segura do Reino Unido da União Europeia, reservando-lhes um lugar no Inferno.

Com um semblante carregado, Donald Tusk proferiu um discurso duro, que concluiu como uma crítica aos responsáveis pela saída do Reino Unido do bloco comunitário.

Tenho-me questionado como será o lugar especial no inferno reservado àqueles que promoveram o Brexit sem terem sequer um esboço de um plano para realizá-lo em segurança”, disse.

Tusk falava após um encontro com o primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar. Depois, colocou a mesma frase na sua conta do Twitter.

No início do seu discurso, o presidente do Conselho Europeu já tinha descartado taxativamente quer a renegociação do acordo de saída, quer a permanência do Reino Unido na União Europeia.

No final, como conta o Politico, foi possível ouvir o primeiro-ministro irlandês dizer, em surdina, a Tusk: “Eles vão dar-lhe problemas terríveis, os britânicos, por causa disto”. Ao ouvi-lo, Tusk abanou a cabeça em acordo e riu-se.

No centro da discussão entre Donald Tusk e Leo Varadkar esteve o backstop — a cláusula de segurança no acordo do Brexit que vai garantir que não existe uma fronteira fechada entre a Irlanda e a Irlanda do Norte após o Brexit.

“Mesmo esperando que o backstop nunca venha a ser usado, penso que os acontecimentos em Londres e a instabilidade da política britânica mostram porque é que precisamos de uma garantia legal. Concordo que este é um assunto fundamental na União Europeia”, afirmou Leo Varadkar.

Já Donald Tusk ainda acalenta a esperança de que o Reino Unido não saia da União Europeia, apesar de não haver “força política” nem “liderança eficaz” para lutar pela permanência do país na UE. “Digo isto sem satisfação, mas não é possível argumentar contra factos”, completou Tusk.

Em resposta a Tusk, o deputado britânico Sammy Wilson, porta-voz do Partido Democrático Unionista (DUP) da Irlanda do Norte — que se opõe ao backstop e por isso votou contra o acordo do Brexit no Parlamento — chamou ao presidente do Conselho Europeu um “euro-maníaco diabólico”.

“Mais uma vez, Donald Tusk mostra o seu desprezo pelos 17,4 milhões de pessoas que votaram para fugir da corrupção da UE e procurar o paraíso de um reino livre e próspero. Este euro-maníaco diabólico está a fazer o melhor que pode para manter o Reino Unido preso pelas correntes da burocracia e do controlo da UE”, escreveu Wilson no Twitter.

Também a ministra britânica Andrea Leadsom reagiu à afirmação de Tusk, tendo classificado como “extremamente lamentável” o comentário de Donald Tusk. “O homem não tem maneiras. É extremamente lamentável, não ajuda de todo”, lamentou a ministra para os Assuntos Parlamentares, defensora do Brexit, num programa da estação pública de televisão BBC.

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