A série documental da Netflix sobre o caso Madeleine McCann, a criança inglesa que em 2007 desapareceu na Praia da Luz, no Algarve, estreia esta sexta-feira, 15 de março. O serviço de streaming, que conta também com uma divisão de produção própria, anunciou em 2017 que o documentário iria ser feito mas só agora, após quase dois anos, será possível ver o resultado final.

O documentário está dividido em oito partes, cada uma com uma hora de duração, adianta o jornal britânico The Guardian, e consiste sobretudo em informações e depoimentos recolhidos em Portugal. Até ao momento não há confirmação oficial de que a série terá estreia simultânea no serviço disponível em Portugal.

Também de acordo com o The Guardian, esta estreia foi adiada várias vezes, o que levou a muita especulação sobre que informações poderão ou não ser reveladas, que contratempos a produção poderá ter encontrado ou até quanto dinheiro terá sido gasto para terminar os oito episódios, cada um com uma hora. Esta quinta-feira, dia 14, deverá ser revelado o primeiro trailer.

Os pais de Madeleine McCann não participaram na realização deste documentário, confirmou o mesmo jornal inglês. Terão sido várias as ocasiões em que Kate e Gerry McCann terão recusado os apelos da produção, assinada pela Pulse Films, empresa contratada pela Netflix, que terá entrevistado cerca de 40 pessoas.

“Kate e Gerry e a respetiva família alargada, bem como os amigos, foram abordados há vários meses para participarem no documentário. Kate e Gerry não pediram nada disto e não veem como é que este documentário poderá ajudar nas buscas por Maddie de forma prática, por isso escolheram não participar”, disse o antigo porta-voz da família McCann ao The Guardian, jornal que, na edição online, aponta também como provável a inclusão de entrevistas ao ex-inspetor da PJ, Gonçalo Amaral (que foi afastado da investigação), e aos jornalistas Anthony Summers e Robbyn Swan, que escreveram um livro sobre o caso, Looking for Madeleine.

Mais participações prováveis são as do inglês Robert Murat, a quem recebeu uma indemnização de 20 mil euros por ter sido apontado inicialmente como “suspeito” e “pedófilo”, o russo Sergey Malinka, perito em informática que chegou a ser interrogado pela polícia em 2007 e que escreveu o livro Collateral Damage a propósito do caso.

O The Guardian diz ainda que o milionário Brian Kennedy, que ajudou a financiar as primeiras buscas de Maddie, colaborou com a produção da série. Informações não confirmadas falam de um custo por episódio de 1 milhão de libras (mais de um milhão de euros).

Maddie McCann desapareceu há 12 anos. Continuam a não existir quaisquer pistas oficiais quanto ao paradeiro da criança ou do seu corpo.