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Realizador do documentário sobre Michael Jackson reconhece imprecisões nas datas de abusos a uma das alegadas vítimas

Este artigo tem mais de 3 anos

Biógrafo de Michael Jackson apontou imprecisões em datas de abusos e o realizador do documentário admitiu-as. Outra das alegadas vítimas terá sido desacreditada pela própria mãe.

A estação de comboios de Neverland -- local terá decorrido um dos abusos -- foi construída dois anos depois de James Safechuck ter sido alegadamente abusado
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A estação de comboios de Neverland -- local terá decorrido um dos abusos -- foi construída dois anos depois de James Safechuck ter sido alegadamente abusado

Getty Images

A estação de comboios de Neverland -- local terá decorrido um dos abusos -- foi construída dois anos depois de James Safechuck ter sido alegadamente abusado

Getty Images

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Os abusos sexuais alegadamente cometidos por Michael Jackson e denunciados no documentário “Leaving Neverland” estão envoltos em dúvida depois de o realizador Dan Reed ter reconhecido que as datas fornecidas por James Safechuck — uma das alegadas vítimas de Jackson — não encaixam na cronologia. Mike Smallcombe, biógrafo de Michael Jackson, colocou em causa o testemunho de Safechuck e os alegados abusos que terá sofrido.

No documentário, James Safechuck alega ter sido vítima de abusos sexuais por parte de Michael Jackson num quarto do segundo andar da estação de comboios da mansão do cantor, entre 1988 e 1992. O biógrafo de Jackson desmente a versão de Safechuck, já que a estação apenas foi aprovada para construção um ano depois dos alegados abusos. Em resposta à publicação no Twitter de Smallcombe, o realizador do documentário acaba por reconhecer as imprecisões cronológicas. “Sim, não parecem haver dúvidas sobre a data [da construção] da estação. A data que está errada é a do fim dos abusos”, disse Dan Reed.

Para além da data da aprovação da obra, Smallcombe aponta ainda para a data em que a estação foi inaugurada, em 1994, dois anos depois do final dos abusos de Michael Jackson a James Safechuck. O biógrafo acusa o realizador de querer alterar a ordem cronológica do seu documentário e do testemunho de Safechuck. “Como a história foi desmascarada, [Dan] Reed está a dizer que o abuso a [James] Safechuck acabou quando ele tinha 16/17 anos e não 14. É uma discrepância de três anos”, atirou Smallcombe na sua conta do Twitter.

Em declarações ao Mirror, Mike Smallcombe considera “embaraçosas” as declarações de Dan Reed. “Ao reconhecer a data de construção, Reed está a confirmar que o abuso a Safechuck na estação de comboios, entre 1988 e 1992, é impossível”, disse o biógrafo ao jornal.

Para além do testemunho de James Safechuck, Mike Smallcombe também coloca em causa a história de outra das vítimas, Wade Robson. O biógrafo recorre a documentos de depoimentos da mãe de Robson em tribunal, em 1993 e 2016, a afirmar que, na data dos abusos, toda a família — incluindo o filho Robson — estaria a passar férias. No documentário, Wade Robson diz que os abusos começaram quando a família foi de férias, deixando-o com Michael Jackson.

Apesar de a mãe de Robson ter dito que o filho ficara várias vezes com Michael Jackson sem a supervisão da família, tal não aconteceu na data em que os alegados abusos tiveram início. “Joy Robson não tinha razão nenhuma para mentir sobre isto. Ela sempre admitiu que Wade ficou sozinho com Jackson noutras ocasiões”, contou Smallcombe ao Mirror.

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