Festival Eurovisão da Canção

Holanda vence a Eurovisão, depois de ter ganho pela última vez em 1975

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Holanda é o país vencedor da 64ª. edição da Eurovisão, que este ano se realizou em Tel Aviv, em Israel. Duncan Laurence levou o troféu, com a canção "Arcade". O Reino Unido ficou em último.

Michael Campanella/Getty Images

Holanda é o país vencedor da 64ª. edição da Eurovisão, que este ano se realizou em Tel Aviv, em Israel. Duncan Laurence levou este sábado o troféu, com a canção “Arcade”. O Reino Unido ficou em último lugar, com a canção “Bigger Than Us”, de Michael Rice.

A Suécia ganhou a votação dos júris dos países. John Lundvik foi o candidato que representou o país, com a canção “Too Late For Love”. A canção “La Venda”, do espanhol Miki foi a menos votada pelo júri.

O candidato da Holanda — país que já não vence desde 1975 —, Duncan Laurence, era o favorito para vencedor, na casa da apostas, com a canção “Arcade”. Foi, aliás, o país a que Portugal atribuiu 12 pontos, na votação do júri. Depois de Holanda, seguia-se Kate Miller-Heidke, a candidata da Austrália — país que ganhou em 2016 — com a canção “Zero Gravity” e a Suíça — que não vence desde 2014 —, com Luca Hänni a cantar “She Got Me”.

Madonna cantou no palco da Eurovisão, com bandeira da Eurovisão

A edição deste ano foi marcada por alguma polémica. Vários cantores e artistas palestinianos pediram que a Eurovisão fosse realizada noutro país, “evitando participar na agenda explícita de Israel de usar atuações de artistas internacionais para branquear os seus crimes contra a Humanidade“, lia-se numa carta assinada por 113 pessoas e divulgada a um mês da realização do concurso.

Nós, enquanto artistas, não podemos ficar calados enquanto os nossos homólogos palestinianos sofrem silenciamento, desumanização e violência, e pedimos que se juntem a nós numa tomada de posição”, escreveram.

Madonna não cedeu ao apelo de boicote — mesmo depois de o músico Roger Waters, dos Pink Floyd, ter escrito um artigo de opinião, intitulado “Se acreditas em Diretos Humanos, Madonna, não atues em Telavive”, publicado no jornal The Guardian, onde pedia à artista norte-americana e a todos os concorrentes que lessem a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Mas Madonna divulgou um comunicado onde afirmava que “nunca deixará de tocar música para servir a agenda política de alguém”.

A 8 de abril, a estação pública israelita, que coorganizou este ano o Festival Eurovisão da Canção, confirmou que Madonna ia atuar na final do concurso. Para Roger Waters, o facto de Madonna ter aceite o convite “levanta, mais uma vez, questões éticas e políticas fundamentalmente importantes para todos e cada um ponderar”. Como forma de mostrar a sua posição, os dançarinos da cantora norte-americana levaram a bandeira da Palestina nas costas.

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