Dois anos depois, a saída: o PSG confirmou oficialmente esta sexta-feira a saída do português Antero Henrique do cargo de diretor desportivo do clube, no seguimento da relação cada vez pior com o técnico da equipa, o alemão Thomas Tuchel.

Antigo responsável pelo futebol do FC Porto, Antero Henrique chegou a Paris no verão de 2017 e não demorou a estar no centro daquele que foi o grande investimento do clube numa equipa que pudesse competir pela Liga dos Campeões, com contratações milionárias como Neymar (222 milhões de euros) e Mbappé (180) – além de outras a custo zero mas também com impacto, casos de Dani Alves ou Lassana Diarra. Com Unai Emery no comando, o PSG ganhou tudo em termos internos (Campeonato, Taça de França, Taça da Liga e Supertaça) mas a reviravolta sofrida em Barcelona, com uma goleada por 6-1 que anulou o 4-0 alcançado no Parque dos Príncipes nos oitavos da Champions, acabou por ditar a saída do técnico espanhol.

A aposta para a presente temporada recaiu em Thomas Tuchel, antigo treinador do B. Dortmund, a que se juntaram Buffon, Benatia e Leandro Paredes (em janeiro), mas não demorou muito a que começassem a sair as primeiras notícias da colisão entre diretor desportivo e técnico: em outubro, o L’Équipe já fazia capa do braço de ferro entre ambos (apesar de tudo estar bem a nível de resultados desportivos). Razões? A esfera de influência na política de contratações, com o alemão a considerar que lhe faltava um médio defensivo e o português a assumir que o plantel era suficiente; e a entrada de outros elementos de confiança no resto da estrutura, incluindo novos profissionais para o departamento médico.

Mais recentemente, com o agravar da má relação entre ambos, Tuchel terá voltado a colocar como condição para permanecer após uma temporada aquém das expetativas (triunfo na Ligue 1 e na Supertaça, havendo mais uma eliminação com reviravolta nos oitavos da Champions agora pelo Manchester United) o alargamento de poderes quase como um manager à inglesa, acusando também Antero Henrique de ter falhado em alguns elementos chave como Frenkie De Jong, médio ex-Ajax que assinou pelo Barcelona. Desgastado, o português terá então aberto a porta à saída, que ficaria fechada esta sexta-feira.

Leonardo, brasileiro que depois de ter comandado AC Milan e Inter foi diretor de futebol do PSG em 2012/13, deverá ser muito em breve apresentado como o sucessor de Antero Henrique, numa operação que poderá também ajudar a desbloquear a ida de De Ligt para Paris, pela boa relação que tem com o agente do holandês, Mino Raiola.