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Prémio Nobel

“Ganhou um Nobel porquê?”, perguntou Trump a ativista

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Nádia Murad foi uma das vítimas de perseguição religiosa recebidas pelo presidente Trump. Contou que foi raptada e lhe mataram a família. O líder do EUA perguntou: "Porque é que ganhou um Nobel?"

O momento Nadia Murad pede ajuda a Donald Trump

Na sala Oval, na Casa Branca, cheia de sobreviventes de perseguição religiosa, o presidente dos Estados Unidos da América falou com cada um, ouviu vários pedidos de ajuda e chegou a vez Nadia Murad, que ganhou em conjunto com o cirurgião congolês Denis Mukwege o prémio Nobel da Paz em 2018.

Murad contou como foi uma das milhares de mulheres e raparigas yazidi raptadas pelo grupo extremista auto intitulado de estado islâmico (ISIS). A ativista pelos direitos humanos explicou como é que a mãe dela e os seus seis irmãos foram mortos e alertou que cerca de três mil ativistas continuam desaparecidos. É após esta explicação e pedido de ajuda, depois de ter Trump ter afirmado que o ISIS já foi derrotado, que o presidente dos EUA perguntou: “E recebeu o prémio Nobel? Isso é incrível. Recebeu-o por que razão?”.

[O vídeo em que Trump fala com sobreviventes de perseguição religiosa. O momento começa aos 15 minutos e 14 segundos]

A vencedora do Nobel da Paz voltou a repetir a história e a pedir para Donald Trump e os Estados Unidos intervirem na situação. “O ISIS raptou milhares de mulheres yazidi. Por favor, faça alguma coisa, não é apenas uma família”, apelou Murad.

O presidente dos Estados Unidos da América ainda disse: “Mas o ISIS já desapareceu e agora são os curdos e quem?”, perguntou Trump.

Murad tem exposto o genocídio que tem sido perpetuado pelo estado islâmico no Iraque. Na região, o governo iraquiano e curdo ainda estão em conflito pelo território. A vencedora do Nobel da Paz foi uma das mulheres que conseguiu escapar da região em conflito e da perseguição étnica.

É a segunda vez esta semana que o presidente norte-americano está envolvido numa polémica. Esta quarta-feira, num comício, uma multidão de apoiantes de Trump pediu aos berros que Ilhan Omar, uma das quatro congressistas visadas em comentários racistas do presidente no Twitter, que voltasse para o seu país de origem. “Elas não adoram o nosso país. Se não gostam, podem sair. Deixem-nas sair”, disse o presidente norte-americano. Esta quinta-feira, contudo, o presidente mostrou arrependimento.

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