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“Não é a coisa mais cómoda”. Bruno Fernandes critica horários dos jogos e dá o exemplo dos próprios pais

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Bruno Fernandes marcou o segundo golo do Sporting, foi eleito o melhor jogador em campo e no final ainda teve tempo de criticar o horário tardio dos jogos. "Os meus pais vieram do Porto", disse.

O médio marcou o segundo golo dos leões

AFP/Getty Images

Domingo, 21h, meio do mês de agosto. Em Alvalade, começava o Sporting-Sp. Braga, um jogo entre dois candidatos ao título de campeão nacional de futebol. Se os horários tardios dos jogos têm sido motivo de críticas por parte dos clubes e dos adeptos, a verdade é que os jogadores resguardam muitas vezes as próprias opiniões e limitam-se a atuar, a marcar golos e a apresentar-se ao serviço. Mas Bruno Fernandes, e como já mostrou diversas vezes, não é propriamente um jogador qualquer, que siga as regras do politicamente correto e que diga só aquilo que tem de dizer quando tem de dizer. E foi por isso que não pensou duas vezes na hora de criticar o horário do jogo grande da segunda jornada da Primeira Liga — que terminou já depois das 23h.

Os horários não são os melhores. Falo por experiência própria: os meus pais vieram do Porto propositadamente para ver o jogo, não é a coisa mais cómoda de fazer, dada a viagem para depois trabalhar no dia seguinte. Mas marcam sempre presença, como nos jogos fora. Quero agradecer o apoio do público”, disse o capitão do Sporting em declarações à Sporting TV. O médio português, que marcou pela primeira vez em jogos oficiais esta temporada, contribuiu para a primeira vitória dos leões esta época e a primeira em 90 minutos desde o início de maio, quando golearam o Belenenses SAD no Jamor.

O Sporting conseguiu então superar o Sp. Braga, um adversário historicamente complicado, graças a uma boa primeira parte e às defesas de Renan na segunda, quando os minhotos carregaram com força no acelerador e procuraram o empate até ao apito final. Na flash interview depois da partida, Marcel Keizer reconheceu a importância do resultado num momento de crise — depois da goleada sofrida na Supertaça e do empate com o Marítimo na primeira jornada — e garantiu que a equipa está “confiante”. “Foi a primeira vitória. Depois da semana passada o mais importante era vencer. Os primeiros 25 minutos foram muito bons e depois tivemos mais problemas. A segunda parte foi sofrida. Temos de lembrar que jogámos contra o Sp. Braga. Estamos sempre confiantes, sabemos que temos bons jogadores. A confiança está lá e isso é o mais importante”, concluiu o técnico holandês, que comentou ainda a quase certa saída de Bas Dost.

“uiz Phellype ocupa o lugar. Bas Dost ainda não sabemos se vai…Luiz Phellype esteve bem hoje”, atirou Keizer, que mais tarde, já na conferência de imprensa, voltou a recordar que ainda não é totalmente certo que o avançado vá para o Eintracht Frankfurt mas reconheceu que será “difícil” substituí-lo.

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