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Bas Dost pode valer encaixe de dez milhões e Slimani é (outra vez) o favorito para reforçar o Sporting

Bas Dost está vendido e é precisa uma solução para render o avançado. Em Alvalade, tal como nos últimos três verões, o favorito é Slimani: mas o elevado salário do argelino pode dificultar o negócio.

O avançado esteve em Alvalade entre 2013 e 2016 e marcou mais de 50 golos

JOSE SENA GOULAO/EPA

Não foi propriamente uma novidade mas o timing — na véspera de uma receção ao Sp. Braga que se torna fulcral tendo em conta o momento da equipa — da oficialização de um princípio de acordo com o Eintracht Frankfurt por Bas Dost surpreendeu os adeptos do Sporting. Depois de rescindir com os leões no verão passado e regressar quando a Comissão de Gestão liderada por Sousa Cintra entrou em funções, o avançado holandês deixa mesmo Alvalade e vai voltar à Alemanha, onde já representou o Wolfsburgo. A saída de Dost, motivada quase unicamente pelo alto salário do jogador (auferia cerca de três milhões de euros anuais), não só alivia o orçamento leonino do ponto de vista da folha salarial como também pode valer um encaixe de dez milhões de euros.

O acordo com o Eintracht Frankfurt, que ainda não estará totalmente fechado, terá um valor fixo e um valor variável, dependente de objetivos individuais e coletivos. Esse valor fixo deve então rondar os nove milhões de euros — menos um milhão do que o Sporting pagou ao Wolfsburgo em 2016, quando Bas Dost se tornou o jogador mais caro da história dos leões — e o valor variável, consoante o rendimento do avançado na liga alemã, pode elevar o valor para esses mesmos dez milhões. De recordar que o holandês, que tinha contrato até junho de 2021, recusou todas as propostas da SAD leonina que visavam uma diminuição salarial e rejeitou a possibilidade de uma ida para a China ou para o México, por querer continuar a atuar em ligas competitivas, e também para a Rússia e para a Turquia, por exigir os mesmos três milhões anuais que recebia até aqui em Alvalade.

Confirmada a saída de Bas Dost, o Sporting vai agora atacar o mercado até ao último dia de agosto, em busca de um avançado de raiz que possa fazer companhia a Luis Phellype e também e Luciano Vietto. O eterno favorito, mais uma vez, é Slimani: Bruno de Carvalho tentou fazer regressar o argelino logo em 2017, um ano depois da saída do avançado para o Leicester, voltou a tentar antes de ser destituído, no verão de 2018, e Sousa Cintra fez uma última tentativa gorada durante o mês de agosto do ano passado. Agora, pelo terceiro verão consecutivo, o Sporting volta a tentar fazer regressar o avançado de 31 anos, que na última época representou o Fenerbahçe sob empréstimo do Leicester, mas o principal inconveniente é exatamente o mesmo que afastou Bas Dost: o salário elevado.

Não está em causa a vontade de Slimani de regressar a um sítio onde foi feliz, principalmente depois das aventuras pouco bem sucedidas tanto em Inglaterra (primeiro no Leicester mas também no Newcastle) como na Turquia, e o avançado estará até disponível para fazer cedências a nível salarial para facilitar o negócio. Mais do que isso, os leões olham para a chegada de Slimani como a opção mais fácil numa altura em que ainda faltam quatro jornadas até ao fim do mercado: o avançado já conhece o clube, já conhece a cidade, já conhece o presidente e não precisaria de qualquer período de adaptação, chegando, muito provavelmente, para ser imediatamente titular. Ainda assim, será complicado para o Sporting chegar aos valores mínimos exigidos pela representação do jogador, e um eventual contrato só seria oficializado nos últimos dias de agosto, perto do fecho do mercado, para evitar eventuais surgimentos de clubes que subam a parada e tornem desfavorável a proposta leonina. Caso as conversações por Slimani não cheguem a bom porto, os leões têm em vista vários avançados, principalmente das ligas francesa e belga e também do futebol sul-americano. Certezas, só há uma: a contratação de um avançado é totalmente prioritária.

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