Foi sempre por margens mínimas ou muito curtas mas, pé ante pé, o Japão foi somando sucessos no Mundial entre triunfos frente a Paraguai, Estados Unidos, Suíça e Uruguai. O história era favorável para Portugal mas nem por isso traria qualquer tipo de facilidades, como se percebeu num jogo com poucos golos mas duas reviravoltas. No final, os irmãos gémeos Martins voltaram a ser decisivos e a Seleção garantiu vaga no jogo decisivo.

Leo Martins, logo aos dois minutos, conseguiu inaugurar o marcador na segunda meia-final do dia no areal de Luque numa jogada de envolvimento com Jordan e o irmão gémeo Bê Martins, que fez a assistência. No entanto, os nipónicos conseguiram empatar no final do primeiro período por Ozu Moreira, grande referência e capitão de equipa que não perdoou de livre direto (10′). E logo no arranque do segundo período, Yamauchi, num lance onde Rui Coimbra pareceu ter sido carregados nas costas, surgiu isolado perante Elinton Andrade e não perdoou.

Portugal entrava no terceiro e último período em desvantagem mas seriam necessários menos de dois minutos para Bê Martins dar a volta por completo, com dois grandes golos em remates de meia distância sem hipóteses para Terukina (29′ e 31′). Tudo parecia encaminhado para a Seleção Nacional assegurar o triunfo quando Akaguma, na sequência de um canto, empatou a 47 segundos do final do tempo regulamentar, num resultado que se manteria também durante os três minutos de prolongamento disputados debaixo de um sorte dilúvio.

Nas grandes penalidades, Ozu falhou a primeira conversão e deu outra motivação a Portugal, que converteu as tentativas por Madjer e Rui Coimbra e beneficiou de mais um remate ao lado para garantir a festa pela sexta participação na final de um Campeonato do Mundo (2-1), onde encontrará a estreante Itália que também passou ao encontro decisivo numa meia-final disputada que venceu frente à Rússia no prolongamento por 8-7.

“Sinto-me muito feliz. Sabíamos que ia ser um jogo muito duro, o tempo tornou ainda mais duro mas tive a oportunidade de marcar dois golos e ajudar a equipa. Só tenho de agradecer aos meus companheiros, eles e o mister dão-me essa confiança e responsabilidade e fui feliz”, referiu Bê Martins na flash interview.

De referir que, nas cinco finais anteriores, Portugal venceu duas (contra a França em 2001 e com o Taiti em 2015) e perdeu três, diante de Brasil (1999 e 2002) e França (2005). Na última edição, em 2017, a Seleção Nacional não foi além dos quartos após ser derrotado também pelo Brasil – que viria a ser campeão – por 4-3.