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Como jogas, Luís Miguel – versão 19 e a contar (a crónica do Benfica-Sp. Braga)

Este artigo tem mais de 1 ano

Pizzi é um fenómeno Benjamin Button que, aos 30 anos e com outras responsabilidades, parece um miúdo cada vez mais divertido a jogar. Foi por ele que o Benfica eliminou Sp. Braga da Taça (2-1).

Pizzi voltou a ser o grande destaque do Benfica frente ao Sp. Braga, recebendo rasgados elogios de Bruno Lage no final do encontro
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Pizzi voltou a ser o grande destaque do Benfica frente ao Sp. Braga, recebendo rasgados elogios de Bruno Lage no final do encontro

Getty Images

Pizzi voltou a ser o grande destaque do Benfica frente ao Sp. Braga, recebendo rasgados elogios de Bruno Lage no final do encontro

Getty Images

“Mais um grande jogo Benfica! Continuamos a nossa caminhada da melhor maneira”, escreveu Pizzi após mais uma goleada dos encarnados no Campeonato, frente ao Famalicão. Luisão foi à sua página do Instagram e reagiu. André Almeida também. E ainda houve Taarabt, Chiquinho, José Fonte, Samaris, Vlachodimos, Vinícius, Bruno Varela e Nelson Oliveira. Mas foi outro comentário que acabou por prender todas as atenções. “Como jogas, Luís Miguel”, respondeu então Bruno Fernandes, médio do rival Sporting e companheiro de Seleção Nacional.

Benfica vence Sp. Braga e segue para os quartos da Taça (2-1) com golos de Pizzi e Vinícius

De forma previsível, os comentários a esse comentário multiplicaram a forma de comentar uma ação poucas vezes vista no futebol português. O feedback variou entre o ótimo e o péssimo, com muito bom e algum mau pelo meio. Todavia, se a ação é invulgar, os números de Luís Miguel, perdão, Pizzi, também o são. E o médio encarnado, que tem ainda mais um encontro no ano civil de 2019 (a não ser que seja poupado em Setúbal no último jogo da fase de grupos da Taça da Liga), leva já 19 golos a meio da temporada. Em termos pessoais, em meia época, já superou todos os registos de anos anteriores; no plano global, aproxima-se a uma velocidade galopante dos 32 golos marcados no ano passado por Bruno Fernandes, algo que nunca um médio conseguira fazer nas principais ligas europeias. Mas, tal como o capitão dos leões, o número 21 está cada vez mais acima de um mero “goleador”.

Ficha de jogo

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Benfica-Sp. Braga, 2-1

Oitavos de final da Taça de Portugal

Estádio da Luz, em Lisboa

Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto)

Benfica: Zlobin; Tomás Tavares, Rúben Dias, Ferro, Grimaldo; Gabriel, Taarabt; Pizzi, Cervi (Samaris, 78′); Chiquinho e Carlos Vinícius (Seferovic, 83′)

Suplentes não utilizados: Vlachodimos, Jardel, Nuno Tavares, Caio Lucas e Jota

Treinador: Bruno Lage

Sp. Braga: Tiago Sá; Ricardo Esgaio, Bruno Viana, Wallace (João Novais, 78′), Sequeira; João Palhinha, Fransérgio; Wilson Eduardo (Paulinho, 67′), Trincão, Ricardo Horta e Rui Fonte

Suplentes não utilizados: Matheus, Pablo Santos, Agbo, André Horta e Xadas

Treinador: Ricardo Sá Pinto

Golos: Ferro (14′, p.b.), Pizzi (18′) e Carlos Vinícius (62′)

Ação disciplinar: cartão amarelo a Grimaldo (24′), Wilson Eduardo (26′), Rui Fonte (41′), Pizzi (42′), Carlos Vinícius (57′), Wallace (57′) e Rúben Dias (84′)

A cumprir a sexta temporada na Luz, onde ganhou já 11 títulos entre os quais quatro Campeonatos, Pizzi funciona como uma espécie de Benjamin Button que aos 30 anos parece tornar-se mais novo consoante as responsabilidades acrescidas que vai recebendo na equipa. Frente ao Sp. Braga, nos oitavos da Taça de Portugal, o médio voltou a marcar mas o contributo para a vitória por 2-1 (oitava consecutiva em casa, naquele que é um recorde na era Bruno Lage) foi superior a mais esse picar de ponto na baliza contrária que se tornou um hábito – oito golos nas últimas nove partidas como titular em todas as competições. Pizzi não é apenas o portador da braçadeira. É um líder. O líder, à falta de André Almeida e Jardel. E sente-se mais confortável do que nunca esse posto. “A equipa está num momento ótimo, circula a bola com rapidez. Estamos a divertir-nos e as individualidades distinguem-se”, referiu depois do jogo com o Famalicão. Parece mesmo que o “trintão” nunca se divertiu tanto a jogar futebol.

Com a mesma equipa à exceção de Zlobin no lugar de Vlachodimos a ocupar a baliza, o Benfica teve em Taarabt um primeiro antídoto para a pressão mais alta dos bracarenses, rompendo linhas em posse num dos raros movimentos que não encaixavam no posicionamento sem bola da equipa de Sá Pinto. No entanto, e mesmo sem finalização, foi a equipa visitante que deixou os primeiros dois momentos de alguma agitação perto das áreas, primeiro após um erro do marroquino e depois numa incursão de Trincão pela direita. As iniciativas do Sp. Braga careciam no final de remate mas também não seria preciso para o marcador ser estreado: Sequeira subiu pela esquerda, cruzou, Fransérgio falhou o desvio de cabeça e Ferro acabou por marcar na própria baliza (14′).

[Clique nas imagens para ver os melhores momentos do Benfica-Sp. Braga em vídeo]

Oito jogos depois, os encarnados voltavam a sofrer golos na Luz, num lance que deixou o central menos autoritário do que é normal com e sem bola. Ainda assim, houve o mérito de conseguir chegar rápido ao empate, não deixando sequer que o Sp. Braga pudesse jogar com a “vantagem” no marcador. Pizzi, o suspeito do costume que leva já 19 golos na presente temporada e é o melhor marcador em quatro competições, fez o 1-1, após boa combinação com Vinícius à entrada da área, mas tudo começou com duas recuperações de Gabriel em zona adiantada, dando o exemplo que faltava ao resto da equipa para ser mais agressivo na disputa de bola (18′).

O Benfica conseguiu estabilizar depois do empate mas, até ao intervalo, as chances de perigo acabaram por ser repartidas entre muitos protestos dos jogadores e adeptos encarnados por duas faltas não assinaladas perto da área sobre Pizzi, que acabaram por tirar discernimento nas ações ofensivas da equipa. Sequeira, de livre direto, deixou a grande ameaça bracarense até ao descanso ao fazer passar a bola a rasar a baliza de Zlobin (25′), antes do remate ao poste de Chiquinho a cinco minutos do intervalo, sozinho na área descaído sobre o lado esquerdo.

No segundo tempo, mesmo sem trocar jogadores, Bruno Lage teve o mérito de corrigir posicionamentos e deixar o Sp. Braga com menos soluções com o passar dos minutos. Os minhotos deixaram de ter capacidade de saída, não conseguiram manter a posse por tanto tempo e encontraram outros desafios perante a mobilidade das unidades mais ofensivas do Benfica, que chegaria mesmo à reviravolta depois de uma primeira ameaça de Carlos Vinícius que terminou em canto: Pizzi lançou o brasileiro numa diagonal a fugir para o lado esquerdo da área, o avançado rematou cruzado e Tiago Sá, com uma má abordagem ao lance, acabou por não evitar o 2-1 (62′).

A pouco menos de meia hora do final, o Benfica conseguia a reviravolta mas o Sp. Braga recusou-se a dar o jogo por perdido: aproveitando algum défice físico de Gabriel e Taarabt no meio-campo (o que levou Bruno Lage a lançar na partida Samaris para trancar o corredor central), a aposta de Sá Pinto em Paulinho mexeu com o jogo e, quase sempre por iniciativas conduzidas por Trincão, o avançado marcou em posição irregular (70′) e teve um remate que passou muito perto da trave da baliza de Zlobin (77′). Seriam essas as últimas incursões com perigo da equipa visitante, que ainda viu Seferovic “tirar” de forma inadvertida o golo a Pizzi em período de descontos.

“Nunca treinei um jogador com a capacidade que Pizzi tem dentro da área. E hoje marcou fora da área, no limite. É fantástico, e vejo-o todos os dias. Dentro da área é impressionante, tem a leitura de um ponta de lança: ou é de primeira, ou é de segunda, ou a entrar nas costas da defesa, ou a tirar jogador do caminho. Nunca vi um jogador com a eficácia que ele tem dentro da área e com qualquer tipo de movimentos. Desempenha muito bem todas as funções e o que pretendemos. Fico muito satisfeito por poder contar com ele e repito o que disse há alguns dias: é merecido que ele chegue a um patamar em que o reconhecimento dos nossos adeptos é total”, comentou no final da partida, já na conferência de imprensa, Bruno Lage. Que é como quem diz “Como jogas, Luís Miguel”.

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