O ex-comissário europeu da Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, foi esta sexta-feira distinguido com o Prémio Universidade de Coimbra 2020, anunciou o reitor Amílcar Falcão.

O trabalho desenvolvido entre 2014 e 2019, enquanto responsável pelo maior programa-quadro de sempre de investigação e inovação da União Europeia (Horizonte 2020) foi um dos principais motivos da escolha de Carlos Moedas pelo júri presidido por Amílcar Falcão. “Figura de prestígio nacional e internacional”, Carlos Moedas tem tido um papel muito importante no desenvolvimento da Ciência, sublinhou o reitor da Universidade de Coimbra.

O galardão, no valor de 25 mil euros, distingue anualmente uma personalidade de nacionalidade portuguesa que se tenha afirmado por “uma intervenção particularmente relevante e inovadora nas áreas da cultura ou da ciência“.

Instituído em 2004, patrocinado pelo Banco Santander Totta e apoiado pelo Jornal de Notícias, o prémio já distinguiu a classicista Maria Helena da Rocha Pereira, o crítico gastronómico José Quitério, o antigo reitor da Universidade de Lisboa Sampaio da Nóvoa, o cineasta Pedro Costa, o músico e compositor António Pinho Vargas, a cientista Maria de Sousa, o químico Adélio Mendes, o artista plástico Julião Sarmento, o musicólogo e historiador cultural Rui Vieira Nery e o cofundador e diretor executivo da Critical Software Gonçalo Quadros, entre outros nomes.

Em 2005, a distinção foi atribuída ex aequo, pela única vez, a António Manuel Hespanha, historiador e jurista, e a Luís Miguel Cintra, fundador do Teatro da Cornucópia, ator e encenador.

O prémio relativo à edição de 2020 será entregue, como habitualmente, no dia 1 de março, durante a sessão solene comemorativa do aniversário da Universidade de Coimbra, que este ano completa 730 anos.