Começou pela obsessão do Spotify com uma canção dela, passou pela formação de um super-grupo feminino no pico da febre com as garotas do indie-rock, houve um disco a meias com Connor Oberst, ele que foi o líder dos Bright Eyes, e quando demos conta estávamos nesta inesperada situação: ao segundo e muito aguardado disco, Punisher (acabado de lançar), Phoebe Bridgers tornou-se na musa das pessoas que nunca sabem o que querem.

É arriscado dizer isto mas talvez não estivéssemos nesta situação sem a existência de Spotify na era das redes sociais. O que algoritmos como o do Spotify (ou de qualquer rede social) procuram é manter-nos no seu próprio loop; para tal, o Spotify divisou uma estratégia que passa por nos dar música mesmo que não queiramos: se vamos à procura de uma canção, o Spotify continua a tocar o disco em que essa canção está. E quando esse disco acaba continua a tocar os restantes discos dessa pessoa. E quando já não sabe o que fazer, passa música aleatória.

Mas o que é que acontece quando tocamos uma canção de alguém que tem poucos discos, como era o caso, há um par de anos, de Lucy Dacus ou de Mitsky ou de Julia Jacklin? Bom, nesse caso, chegado ao fim o único disco de um artista, o Spotify entra em modo canções-relacionadas-com-o-que-acabámos-de-ouvir. E foi aí que “Motion Sickness” se infiltrou e começou a fazer de Bridgers um caso de sucesso.

[“Motion Sickness”:]

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