A Câmara de Lisboa vai apoiar 37 projetos ao abrigo da edição deste ano do programa BIP/ZIP – Bairros e Zonas de Intervenção Prioritária, num investimento municipal de 1,6 milhões de euros, foi esta quarta-feira anunciado.

A autarquia aprovou esta quarta-feira, por unanimidade, em reunião pública do executivo municipal, a homologação da lista de classificação final do programa BIP/ZIP 2020 e a transferência de verbas para as entidades promotoras.

De acordo com informações disponibilizadas à Lusa pela autarquia, a 10.ª edição do programa recebeu 131 candidaturas, provenientes de 303 entidades promotoras e parceiras, que abrangiam 67 territórios BIP/ZIP. Destas, foram selecionadas pelo júri do concurso 37 projetos que incidem sobre 42 territórios BIP/ZIP que serão implementados por 113 promotoras e parceiras.

O programa contará com um investimento total de 2,1 milhões de euros, sendo que 1,6 milhões são da responsabilidade do município e mais de 490 mil euros provêm de fundos angariados pelas entidades promotoras e parceiras.

Dos 37 projetos aprovados, 12 visam o apoio direto às comunidades e grupos vulneráveis, seis enquadram-se na área da Educação, seis no combate à exclusão no emprego, cinco na área do reforço da empregabilidade, enquanto oito dizem respeito a outras temáticas, nomeadamente o combate à exclusão na educação e no emprego.

Os jovens são os destinatários com mais projetos (12), seguindo-se os grupos vulneráveis (9) e as famílias (7). Há ainda quatro projetos destinados às crianças, quatro para os idosos e um projeto a pensar nos adultos (população em idade ativa).

Quanto às temáticas escolhidas, a promoção da inclusão e a prevenção são as áreas com mais projetos (14), seguidas da promoção de competências e empreendedorismo (12).

Segundo a Câmara de Lisboa, liderada pelo PS, a edição de 2020 do BIP/ZIP conta com “56 entidades que participam pela primeira vez” e, das 41 promotoras, seis vão receber pela primeira vez financiamento ao abrigo do programa.

As dez edições do programa BIP/ZIP totalizam um investimento de 15,7 milhões de euros, a realização de 391 projetos, por 647 entidades diferentes, e o envolvimento de 143 mil habitantes em 67 territórios.

A discussão da proposta do vereador com o pelouro da Educação, Manuel Grilo (BE, partido que tem um acordo de governação da cidade com o PS) para a testagem à Covid-19 de professores, alunos e assistentes operacionais da cidade, com recurso a testes rápidos, foi adiada para a próxima reunião do executivo camarário.

Nessa reunião será igualmente discutida uma proposta do CDS-PP para a testagem à Covid-19, com periodicidade mensal e também utilizando os testes rápidos de deteção antigénio, de professores e assistentes operacionais das escolas sob gestão da Câmara Municipal de Lisboa.