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O antigo presidente do PSD, Luís Marques Mendes, dedicou parte do seu comentário político deste domingo na SIC ao Orçamento do Estado e revelou que a nova prestação social vai custar cerca de 450 milhões de euros e abranger 170 mil pessoas, todas as que estão abaixo do limiar da pobreza (502 euros). O comentador político diz ainda que o Orçamento do Estado prevê um crescimento do investimento público em 22% em 2021 e confirma aquilo que tinha sido dito pelo executivo aos partidos nas reuniões realizadas no Parlamento durante a semana: défice de 7,3% em 2020 e de 4,3% em 2021 e uma queda no PIB de 8,5% este ano e um crescimento do PIB de 5,4% no próximo ano.

Relativamente às empresas, Marques Mendes revela que haverá uma “isenção do agravamento das taxas de tributação autónoma” (que incluem despesas de representação, ajudas de custo, encargos com viaturas — incluindo seguros, combustíveis e manutenção — e despesas não documentadas) para pequenas e médias empresas com prejuízos em 2020 e 2021, de forma a aumentar a liquidez das empresas.

Marques Mendes referiu ainda o “aumento do subsídio de desemprego”, ao destacar que “o valor mínimo é de cerca de 439 euros” e será ligeiramente dos 502 euros, referência do limiar da pobreza. Além disso, o comentador diz que esta “mudança ficará para sempre”.

O antigo presidente do PSD disse ainda que o executivo não aceitou a proposta do PAN para que fossem taxadas as máscaras descartáveis.

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Relativamente à parte política, diz que tendo uma “forte carga social” seria muito difícil ao PCP e ao BE não viabilizarem o Orçamento.

Luís Marques Mendes falou ainda da saída de Vítor Caldeira do Tribunal de Contas, ao defender que devia “ter sido reconduzido” e que “não se tratou de uma substituição, mas de uma retaliação”, que considera “igual à da anterior Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal”. Neste particular, e por Rui Rio ter dado o acordo a esta substituição, Marques Mendes diz que o que passa aos olhos dos cidadãos fica a “perceção” de que “não há oposição” e isso é um “entorse democrática”