De Itália para Espanha, de Milão para Aramón Formigal, de Portugal para o Mundo. O quarto lugar na classificação geral do Giro de João Almeida após alcançar o 11.º top 10 em 21 etapas e a conquista da camisola azul por Rúben Guerreiro já faziam deste domingo um dia histórico para o ciclismo nacional mas havia ainda mais um capítulo que estava a ser escrito numa outra grande Volta: Rui Costa terminou no terceiro lugar a sexta etapa da Vuelta.

As três semanas históricas do Giro em que os portugueses saíram da sombra: João Almeida em quarto, Rúben Guerreiro com a azul

A etapa com chegada a subir numa montanha de primeira categoria teve Ion Izagirre, da Astana, como vencedor, seguido de Michael Woods (EF Pro Cycling) e Rui Costa (UAE Emirates), a 25 segundos. Rob Power (Team Sunweb) e Michael Valgren (NTT Pro Cycling) fecharam o top 5 da etapa a 27 segundos do primeiro lugar. O português, que se sagrou campeão mundial em 2013, andou sempre na fuga de mais de 20 corredores, que se destacou com mais de três minutos de avanço do pelotão num dia marcado pela chuva e pelo frio, sendo batido ao sprint pelo canadiano já depois da fuga com sucesso do corredor basco que terminou mesmo com vitória.

Também na classificação geral houve alterações, com Richard Carapaz, da Ineos, a saltar do terceiro posto para a liderança, à frente de Hugh Carthy (EF Pro Cycling, a 18 segundos) e Dan Martin (Israel Start-Up Nation, a 20 segundos). Primoz Roglic (Jumbo-Visma), que esteve na frente nas cinco primeiras etapas, caiu para a quarta posição a 40 segundos. Enric Mas (Movistar) encontra-se no quinto posto a 1.07 da camisola vermelha.

Rui Costa ganhou seis lugares com o resultado, ocupando o 36.º posto da geral individual a 24.27 do novo líder, o equatoriano que ganhou no ano passado o Giro. O espanhol David de la Cruz é o melhor posicionado na equipa do português, ocupando o nono lugar a 2.46 minutos. Em relação aos outros portugueses na Vuelta, Nélson Oliveira, especialista em contrarrelógio da Movistar, desceu uma posição para 61.º; Ricardo Vilela, da Burgos, caiu três lugar para 111.º; e os irmãos Ivo e Rui Oliveira, da UAE Emirates, estão em 138.º e 153.º, respetivamente.