A Câmara de Vila do Conde, do distrito do Porto, confirmou esta segunda-feira a existência de “vários casos” de doença do legionário no município, mas garantiu que o surto também se estende “aos concelhos limítrofes”.

A autarquia vila-condense disse, através de comunicado, que teve conhecimento do primeiro diagnóstico de legionella a um residente no concelho em 2 de novembro, e que, desde então, está “em contacto permanente e estreita colaboração com as Autoridades de Saúde”.

“A Câmara Municipal de Vila do Conde tem, neste momento, condições de afirmar que há vários casos confirmados da doença do legionário, não só no concelho de Vila do Conde, mas também em vários concelhos limítrofes”, anunciou a autarquia, embora sem especificar números e os locais.

No mesmo texto, a Câmara de Vila do Conde acrescentou que “ainda não foi possível identificar a causa/origem dos casos“, garantindo estar “a prestar todos os contributos que possam ser úteis para este processo de identificação”.

No domingo, o Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim/Vila do Conde confirmou e existência de 17 casos de legionella, um dos quais resultou em morte de um homem de 85 anos, e indicou que todos são provenientes do concelho de Vila do Conde.

Segundo fonte daquele centro hospitalar, que reportava dados de sábado à noite, dois dos pacientes já tiveram alta e 12 estão internados, sendo transferidos dois outros para o Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos.

A doença do legionário, provocada pela bactéria Legionella pneumophila, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.