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“Os jogadores têm momentos bons, muito bons, extraordinários e outros irregulares. Nós, como treinadores, procuramos o melhor momento em cada um dos jogadores que temos. Precisamos do João [Félix]. Quando ele está no seu melhor, e aí ele é desequilibrador, diferente, criando situações para definir no último terço do relvado e precisamos dele nessa versão. É isso que buscamos nos treinos e nos jogos em que ele atua”, tinha referido Diego Simeone na antecâmara da receção ao Valencia, depois dos triunfos de Real e Barcelona. O Atl. Madrid, mais uma vez, voltou a não falhar, mantendo os sete pontos de avanço sobre os rivais da capital e dez em relação aos catalães mesmo com um encontro ainda em atraso, frente ao Athl. Bilbao. O protagonista, esse, mudou. Ou reapareceu.

De regresso à titularidade na Liga, depois de algumas experiências com Correa e Yannick Carrasco mais próximos de Luis Suárez (e entretanto chegou Moussa Dembelé do Lyon, para ocupar a vaga de Diego Costa), João Félix fez o empate após o 1-0 de Rasic (11′) ainda na primeira parte (23′) e assistiu mais tarde o aniversariante Luis Suárez para o golo que quebrou em definitivo a resistência dos visitantes (56′), que sofreriam ainda mais um para o 3-1 final por Correa (72′) numa altura em que o português já tinha saído de campo (61′). Mais do que a exibição, que colocou o avançado no rendimento da fase inicial da temporada em que era o principal destaque e marcador da equipa de Simeone, o número 7 dos colchoneros quebrou um jejum de quase dois meses sem golos.

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Desta forma, e apesar de Luis Suárez se ter tornado com naturalidade o melhor marcador do Atl. Madrid, o antigo avançado do Benfica passou também a ser o primeiro jogador da equipa de Simeone a marcar e a assistir no mesmo jogo pela terceira vez nesta temporada de 2020/21, onde a equipa garantiu a qualificação para os oitavos da Liga dos Campeões, consentiu apenas uma derrota na Liga mas foi eliminado de forma precoce da Taça pelo Cornellá, naquele que foi o único momento baixo de uma temporada que reacendeu a esperança no título.

“Começámos a perder mas somos uma equipa que luta até final. Felizmente conseguimos vencer e estamos felizes por isso. Golos de bola parada? Trabalhamos sempre esses lances pois temos jogadores fortes de cabeça. A bola não entra assim mas se entra de outras maneiras está bem também. Jogar com Suárez? É perfeito ter um avançado assim. Já tínhamos o Morata e o Diego [Costa] e agora temos o Luis, que faz golos e ajuda muito. Quanto ao título, estamos bem, lutando a cada jogo. Vamos continuar assim. Não podemos deslumbrar-nos porque depois corre mal. Há que seguir jogo a jogo e a ganhar”, destacou João Félix no final do encontro.

“Momento pessoal? Posso fazer muito mais. Quanto a isso de ir para o banco, já aconteceu no Benfica e lidei perfeitamente com isso. Sei do que sou capaz. Quando me colocam a jogar, eu limito-me a desfrutar. Quanto à substituição de hoje, tranquilo… O Cholo faz o melhor para a equipa”, acrescentou o avançado português, falando não só do regresso às opções iniciais mas também da saída de campo pouco depois dos 60 minutos de jogo.