“Ela deveria estar morta”, diz um amigo de Demi Lovato num trailer com menos de três minutos. A cantora de 28 anos começou a divulgar uma série documental que protagoniza e que tem data de estreia marcada para o próximo dia 23 de março. É o terceiro documentário sobre a vida da artista e explora um momento em particular: a overdose que quase a matou em 2018.

Lovato tem falado abertamente sobre doença mental e adições, um tema que naturalmente domina este novo projeto. “Eu tive três AVC e um ataque cardíaco. Os médicos disseram-me que tinha entre cinco a dez minutos [de vida]”, revela a artista. “Eu passei uma linha que nunca deveria ter passado. (…) De todas as vezes que suprimimos uma parte de nós, algo vai transbordar.”

Na madrugada de 24 de julho de 2018, com apenas 25 anos, Demi Lovato deu entrada num hospital em Los Angeles, na sequência de uma overdose, alegadamente de opióides misturados com fentanil. Já antes o Observador escreveu que esta mistura foi 50 vezes mais potente do que a heroína e responsável pela morte de Prince, em abril de 2016, e que o dealer da cantora terá fugido quando percebeu que esta tinha deixado de respirar.

A Disney, os vícios e o regresso promissor. Terão os duros anos de Demi Lovato chegado ao fim?

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

A recaída aconteceu ao fim de seis anos de sobriedade. Curiosamente, Demi atuou no Rock In Rio nesse mesmo ano e, entre vários temas, interpretou “Sober”, para pedir desculpa aos fãs por “já não estar sóbria”. A overdose aconteceu cerca de um mês depois de ter atuado em Lisboa e a cantora ainda vive com efeitos secundários, incluindo problemas na visão que a impedem de conduzir e que dificultam em muito a leitura.

O terceiro documentário, intitulado “Dançando com o Diabo” e dividido em quatro partes, surge numa altura em que Demi quer deixar claro o que realmente aconteceu — conta com a participação de familiares e amigos. Elton John também participa, sendo possível ver no trailer a seguinte intervenção do aclamado cantor: “Quando se é jovem e famoso, meu Deus, é duro”.

“Eu tinha várias vidas, como um gato. Estou na minha nona vida”, diz a cantora de temas como “Sorry Not Sorry” e “Heart Attack”.