Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

Os equívocos acerca do Marquês de Sade (Donatien Alphonse François, 1740-1814) são quase tão famosos como ele. Um dos últimos prisioneiros da Bastilha, figura mais óbvia nas coleções de literatura erótica, ilustre detentor de um substantivo derivado dos seus escritos, herói dos libertinos e dos pretensos iconoclastas, de tudo o que é perverso ou transgressor, malvado ou maldito Sade já foi apodado.

Seria, obviamente, ridículo tentar transformar A Filosofia na Alcova ou Justine em modelos pios de castidade e observância Cristã; no entanto, para perceber que Sade dificilmente contenta os olhares mais lúbricos, não são precisas grandes cambalhotas argumentativas – basta lê-lo.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.