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Após uma primeira parte em Camp Nou onde foi somando oportunidades falhadas frente ao Barcelona, o Atl. Madrid deixou de ter tanta chegada à baliza contrária no segundo tempo e acabou a defender o nulo que ia manter a equipa pelo menos mais um dia na liderança da Liga. No entanto, havia um risco. Um risco que, pouco mais de 24 horas depois, ficou dissipado: o Real Madrid, que em caso de vitória saltaria pela primeira vez para o primeiro lugar do Campeonato, empatou em casa com o Sevilha a dois e manteve o segundo lugar com um golo sem querer de Eden Hazard no quarto minuto de descontos, desviando um remate de fora da área de Toni Kroos.

A vitória inglesa que foi o maior elogio ao FC Porto (a crónica do Chelsea-Real Madrid)

Assim, e quando faltam apenas três jornadas para o final do Campeonato, o Atl. Madrid continua na frente da prova com 77 pontos e é a única equipa que depende apenas de si para a conquista do título, tendo dois pontos a mais do que Real, campeão em título que tinha sido afastado da final da Champions em Stamford Bridge frente ao Chelsea a meio da semana. O Barcelona tem também 75 pontos mas ocupa a terceira posição. No entanto, é certo que haverá muita polémica ainda durante a semana em torno deste empate graças ao VAR.

Após um golo anulado a Benzema ainda antes do quarto de hora inicial, por uma posição irregular do lateral Odriozola antes do cruzamento para o desvio de cabeça do francês ao segundo poste, Fernando, antigo médio do FC Porto, inaugurou o marcador na sequência de um livre lateral bem trabalhado pelo conjunto da Andaluzia que terminou com o bom trabalho do luso-brasileiro a fintar Casemiro e a atirar sem hipóteses (22′).

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Apesar da pressão ofensiva, o Real Madrid conseguiu apenas chegar ao empate no segundo tempo por Asensio, que saiu do banco para fazer o 1-1 numa grande combinação com assistência de Toni Kroos (67′). Depois, à entrada do último quarto de hora, o lance mais polémico do encontro: Benzema surgiu isolado em frente a Bono, foi carregado de forma evidente pelo guarda-redes mas o penálti para o Real acabou por transformar-se num penálti para o Sevilha porque, no início da jogada, Éder Militão tocou a bola com a mão na área num canto (havendo depois uma tentativa de remate dos visitantes e a saída em contra-ataque dos merengues). Rakitic não falhou a grande penalidade (78′), a formação de Julen Lopetegui, que esteve na bancada, teve a vitória na mão mas os visitados conseguiram ainda empatar no quarto minuto de descontos, com Eden Hazard a desviar na área um remate de meia distância de Toni Kroos e a enganar Bono para o 2-2 final.