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Milhares de adeptos ladearam as ruas de Lisboa para verem passar o autocarro com a equipa técnica do clube leonino. As celebrações chegaram a estar em causa devido aos confrontos entre a polícia e os adeptos em Alvalade, mas avançaram com alterações ao percurso do autocarro entre o estádio e o Marquês de Pombal. A madrugada já ia longa quando os autocarros partiram, mas era uma festa que os sportinguistas já adiavam há quase duas décadas e ninguém arredou pé.

Contudo, a impaciência pela chegada do Sporting ao palco das celebrações futebolísticas resultou em mais confrontos no Marquês de Pombal, com uma carga policial violenta contra os adeptos que derrubavam as vedações de metal montadas em torno da rotunda. Às três da manhã o autocarro ainda passava apenas na Avenida da República (quando o previsto era estar às 2h no Marquês), numa passagem lenta mas sem paragens por algumas das principais artérias da capital portuguesa.

Em todo o percurso, e apesar do aparato da Polícia de Segurança Pública, faltou sempre o cumprimento pelas regras exigidas pela pandemia de Covid-19: nem todos os adeptos utilizam máscara e nunca se cumpriu o distanciamento físico de dois metros. A realidade das imagens captadas pelos repórteres do Observador revelam que de pouco valeu o apelo de António Costa — que ninguém se esqueça que “a pandemia não acabou”.

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