Este artigo é da responsabilidade de Microsoft Portugal

Por Sandra Martinho, Diretora de Educação e Filantropia da Microsoft Portugal.

Um aluno que inicie a escolaridade obrigatória em 2021 terá de enfrentar uma série de desafios que, presentemente, procuramos antecipar, mas maioritariamente desconhecemos.

Sabemos, no entanto, que, 85% dos trabalhos que existirão em 2030 ainda não foram inventados e que 95% das interações com clientes serão suportadas por Inteligência Artificial (AI).

Cada vez mais empresas e com elas as profissões, caminham para o digital e assim “em certa medida, cada empresa será uma empresa tecnológica”. Sabemos também que até 2025 devem surgir 149 milhões de vagas de novos empregos na área de tecnologia designadamente, desenvolvimento de software, cibersegurança, inteligência artificial  e machine learning. Consequentemente, em 2030, 77% dos alunos irão precisar de novas competências tecnológicas.

Com a pandemia pudemos vislumbrar, antecipadamente, a importância de acelerarmos a aquisição de novas competências, portanto, o que antes víamos como uma oportunidade é hoje um imperativo, é urgente mudarmos a forma como trabalhamos, ensinamos e aprendemos.

Assistimos a escolas e a empresas que no primeiro dia do confinamento estavam preparadas para desenvolver a sua atividade num novo modelo. Já o faziam antes? 100% remoto e online, seguramente que não, ao invés estavam já a trabalhar num ambiente híbrido. Aliavam o digital à sua atividade diária, o que tornou possível de forma rápida adequar, entre outros, horários e reformular planos de aula. Ficou demonstrado no documento “O ensino reinventado”  desenvolvido pela Microsoft em parceria com a New Pedagogies for Deep Learning  que “os alunos que prosperaram no ambiente remoto durante a pandemia demonstraram competências, como o pensamento crítico, a criatividade, a resiliência, a independência como alunos, a autorregulação, a flexibilidade cognitiva e a perseverança. Estes são os atributos considerados essenciais para a empregabilidade futura em todos os setores e geografias.”

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A resposta que procuramos obter é que competências devemos desenvolver numa Era de IA onde parece que todos os desafios culminam. Para sustentar o desenvolvimento global económico é necessário apostar na mudança de mentalidades, na adoção de novas metodologias, redesenhar processos, desenvolver uma cultura digital e de aprendizagem ao longo da vida.  A chave para o sucesso deste desenvolvimento está no investimento estruturante que é necessário fazer na área da Educação. Construir uma visão, a longo prazo, para a Educação de 2030 onde se aposta no desenvolvimento das competências dos alunos que lhes permita crescer e encarar de forma saudável os desafios da era digital, em constante e rápida mudança. Que experiências e ambientes estamos a proporcionar hoje aos alunos e como pretendemos que evoluam na próxima década?

Identificados os principais desafios, a Microsoft comprometeu-se a apoiar as instituições de ensino de forma transversal, do ensino básico ao secundário, profissional e ensino superior.

O investimento da Microsoft na Educação tem subjacente uma Educação Universal e Inclusiva que coloca à disposição das escolas, de professores e alunos, tecnologia, currículo, recursos, experiências e certificação que potencie o desenvolvimento das mais variadas competências. É por isso importante olhar para escola enquanto uma organização capaz de mobilizar os seus colaboradores e utilizar os seus recursos em prol da sua missão. É, neste contexto, que a Microsoft disponibiliza às direções das escolas, quer seja ensino básico e secundário, ou superior, uma visão e um caminho para essa transformação. Baseada em investigação e conhecimento de experts na matéria, o modelo de transformação da Educação – “Microsoft Education Transformation Framework” fornece aconselhamento prático para o desenvolvimento de uma estratégia de transformação digital.

Ao mesmo tempo que 71% dos professores dizem que a “adoção de novas iniciativas sem formação ou desenvolvimento profissional adequados” é o principal motivo de stress no local de trabalho”,  a Microsoft procura reforçar o papel do professor no contexto da sala de aula, munindo-o com momentos de partilha a nível mundial e local, formação, recursos, soluções e ferramentas que permitam dedicar-se ao acompanhamento personalizado do aluno.

Em Portugal, a Microsoft investiu no último ano mais de 10 mil horas no desenvolvimento de formação e criação de conteúdos para os professores, Sempre-a-aprender, e 4 mil horas de apoio técnico às escolas.

Para suportar esta transformação a Microsoft disponibiliza há vários anos a plataforma online gratuita Microsoft Teams para a Educação e de software livre, MakeCode, para despertar, desde o primeiro ciclo, o gosto pela aprendizagem em ciências da computação, criando as bases para a evolução na programação.

O Minecraft Educação, é outra aposta da Microsoft para que os professores possam desenvolver em contexto de aula projetos baseados em jogos. De salientar que a Microsoft adequou o desenvolvimento deste jogo ao ensino, desenvolvendo planos de aula nas mais diversas matérias, como física, matemática, línguas, história e ciência. Porque a Microsoft acredita no verdadeiro poder da tecnologia ao serviço da humanidade e do planeta.

Durante os meses de fevereiro e março, a Microsoft chegou a mais de 130 mil alunos e professores com sessões de utilização responsável da internet. Em conjunto com a GNR – Guarda Nacional Republicana, assinalámos o Dia da Internet Segura durante o mês de fevereiro com uma campanha de sensibilização que reuniu cerca de 133 mil participantes em todo o país, incluindo mais de 122 mil alunos e perto de 11 mil professores que assistiram às sessões online de sensibilização sobre a segurança digital e os cuidados a ter aquando da utilização da Internet.

A Microsoft enquanto membro do Global Education Coalition disponibilizou, sob a curadoria da UNESCO, formação online gratuita e de elevada qualidade, com o objetivo de ajudar 1 milhão de jovens estudantes no desenvolvimento das suas competências para a empregabilidade e resiliência, durante 2020 e 2021. Através da plataforma Microsoft Learn, a Microsoft disponibiliza formação em ICT, competências digitais e pedagógicas.

No âmbito do Ensino Superior encontramos, entre outras, a Universidade Nova SBE e IMS, o ISEG e a Universidade de Coimbra a integrarem no currículo a formação Microsoft, desde o Excel, Power Platform ao IA for Business e Data Science.

As instituições de ensino e os alunos têm ainda acesso ao Microsoft Learn para Instituições e Alunos, onde encontram metodologias e formação, quer seja para ensino com tecnologia quer seja no desenvolvimento de competências digitais. Nesta plataforma podem ainda criar os seus percursos de aprendizagem e culminarem com certificações reconhecidas no mercado de trabalho.

Paralelamente, em Portugal, a Microsoft trabalhou ainda em estreita colaboração com o IEFP para capacitar os centros de formação com certificações Microsoft à distância.

Preparar a força de trabalho de amanhã é um duplo desafio se considerarmos que é urgente aprender, ao mesmo tempo que ensinamos e desenvolvemos competências em novas formas de trabalhar. É por isso que a Microsoft tem uma abordagem holística na visão, estratégia e investimento que desenvolve para a Educação. Apostar no desenvolvimento sustentável, universal e inclusivo das competências do cidadão em geral, mas mais concretamente dos professores e dos alunos, num contexto futuro digital onde cada pessoa terá várias profissões ao longo da vida, é uma prioridade para a Microsoft.

Saiba mais sobre o projeto Observador/Microsoft Portugal em “Mais digital, mais futuro”.