805kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

A noite em que o coração da Eurovisão teve duas cores: azul e amarelo. Ucrânia venceu, Portugal ficou em 9.º lugar

Este artigo tem mais de 2 anos

Era apontada como favorita, também devido à guerra que se trava no país resultante da invasão russa, e ganhou mesmo: os ucranianos Kalush Orchestra ficaram em 1º. MARO ficou no top 10, em 9º lugar.

Eurovision Song Contest 2022 - Winners
i

O grupo Kalush Orchestra a festejar a vitória no palco da Eurovisão em Turim

Jens Büttner/picture alliance via Getty Images

O grupo Kalush Orchestra a festejar a vitória no palco da Eurovisão em Turim

Jens Büttner/picture alliance via Getty Images

A Ucrânia venceu este ano o Festival Eurovisão da Canção. A final decorreu este sábado à noite, em Turim, e premiou o grupo ucraniano Kalush Orchestra, que apresentou a canção “Stefania”. Já a portuguesa Maro, que conseguira o apuramento para a final, terminou no top dez, em 9º lugar.

O favoritismo da Ucrânia era apontado há muito pelas casas de apostas e a vitória dificilmente pode ser dissociada da atual situação do país, que está a travar uma guerra depois de ter sido invadido militarmente pela vizinha Rússia — que foi excluída da Eurovisão este ano.

Esta é a terceira vitória da Ucrânia, depois de Ruslana (“Wild Dances”) e Jamala (“1944”) terem conseguido vencer em 2004 e 2016, respetivamente.

[veja (ou reveja) a atuação ucraniana:]

Os Kalush Orchestra sucedem assim aos italianos Måneskin, que tinham vencido o concurso de canções em 2021. O grupo ucraniano ficou à frente dos representantes do Reino Unido (Sam Ryder) e de Espanha (Chanel), que ficaram respetivamente em segundo e terceiro lugar este ano.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Apesar de na votação dos júris (um por cada um dos 40 países votantes) a Ucrânia ter ficado apenas em 4º lugar, à frente de Portugal, em 5º, mas atrás de Reino Unido, Suécia e Espanha, a votação do público fez a diferença, dando a vitória ao país.

A solidariedade com a Ucrânia foi também manifestada durante a final por outros concorrentes — como os islandeses Systur — e pela própria organização, ao arrancar a noite com uma interpretação de músicos nas ruas de Turim a cantar o tema “Give Peace a Chance”, de John Lennon. A cerimónia, que teve como apresentadores os cantores Mika e Laura Pausini, contou ainda com uma atuação dos vencedores de 2021, os italianos Måneskin.

Da música no coração ao coração do Mika: a final da Eurovisão, canção a canção

Depois da atuação da banda, o vocalista do grupo, Oleh Psiuk, gritou a partir do palco: “Por favor, ajudem a Ucrânia, [particularmente] Mariupol. Ajudem Azvostal agora, já”. Ao receber o troféu, agradeceu: “Obrigado por apoiarem a Ucrânia. Esta vitória é para todos os ucranianos. Slava Ukraini [glória para a Ucrânia]”.

A canção da Ucrânia mistura elementos de música folclórica e tradicional com hip-hop, tendo sido escrita a pensar na mãe do vocalista Oleh Psiuk. O tema acabaria por ganhar novos contornos simbólicos face à guerra provocada pela invasão do Kremlin, tendo a figura maternal referida na canção passado a ser associada ao próprio país que está a ser devastado por ofensivas militares russas.

Eurovisão na Ucrânia no próximo ano? Por agora, é uma incógnita

Habitualmente o Festival Eurovisão da Canção decorre no país vencedor do ano anterior. Não existem porém garantias de que seja possível a Eurovisão decorrer no próximo ano em território ucraniano, pelas garantias de segurança necessárias à realização do evento e pelo tempo de preparação que este exige.

Como nota a estação Sky News, a estação pública de rádio e televisão da Ucrânia — a UA:PBC — poderá ter dificuldades para assegurar a organização e transmissão da cerimónia, até por ter sido atacada nesta guerra. O apresentador e comentador da estação Timur Miroshnychenko, por exemplo, tem acompanhado a cerimónia a partir de um bunker.

Apresentador de televisão ucraniano comentou a Eurovisão a partir de um bunker

Numa nota oficial divulgada já após a final pela rede European Broadcasting Union (EBU), que junta os emissores públicos de países europeus, os organizadores reconhecem: “Obviamente, há desafios únicos que envolvem a organização da competição no próximo ano”. Porém, acrescentam:

Contudo, como em qualquer outro ano, ansiamos por discutir todos os requisitos e responsabilidades que resultam da organização da competição com a UE:PBC [emissora pública ucraniana] e com todos os outros stakeholders, de modo a garantir que teremos a configuração mais adequada para a 67ª edição do Festival Eurovisão da Canção”.

Zelensky quer “receber Eurovisão na Mariupol ucraniana”. Quando? “Um dia”

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, foi um dos primeiros chefes de Estado a reagir à vitória dos Kalush Orchestra e da Ucrânia na Eurovisão. Através de uma mensagem publicada na rede social Telegram, felicitou os vencedores e enalteceu o feito: “A nossa coragem impressiona o mundo, a nossa música conquista a Europa”, escreveu.

Na mesma mensagem de reação à vitória, Zelensky declarou ainda, citado pela BBC: “Faremos o nosso melhor para um dia receber os participantes e convidados da Eurovisão na Mariupol ucraniana. Livre, pacífica e reconstruída”.

Também a conta oficial do Governo ucraniano no Twitter já colocou uma mensagem de reação à vitória. Na nota, lê-se: “Derreteram os nossos corações, amigos da Eurovisão… E isso significa o mundo para nós nesta altura. Enviamos o nosso amor e apoio aos nossos defensores livres em Azovstal e na frente de batalha.”

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também já veio felicitar o grupo vencedor e a Ucrânia. Na sua conta oficial de Twitter, publicou a seguinte mensagem: “Parabéns aos Kalush Orchestra e à Ucrânia por vencerem a Eurovisão. Esta noite, a vossa canção conquistou os nossos corações. Celebramos a vossa vitória em todo o mundo. A UE está com vocês.”

MARO consegue o 2º melhor resultado de Portugal neste século

Este é o segundo melhor resultado de Portugal neste século XXI e apenas a 11ª vez que o país fica no top 10 da Eurovisão, num total de 53 participações.

A cantora e compositora portuguesa, que superou o 12º lugar dos The Black Mamba no ano passado (com a canção “Love is On My Side”), igualou os nonos lugares de Tonicha em 1971, com a canção “Menina do Alto da Serra”, e Manuela Bravo em 1979, com o tema “Sobe, sobe, balão sobe”.

66th Eurovision Song Contest - Grand Final

A atuação portuguesa na final da Eurovisão, este sábado

Daniele Venturelli/Daniele Venturelli / WireImage

Nas já referidas 53 participações, só por seis vezes Portugal conseguiu ficar acima deste 9º lugar, apenas uma das quais neste século: em 2017 com Salvador Sobral, que conseguiu a primeira e até hoje única vitória nacional na Eurovisão.

Nos anos 90 Portugal conseguira um sexto lugar (Lúcia Moniz em 1996, com “O Meu Coração Não Tem Cor”) e dois oitavos lugares (Sara Tavares em 1994, com “Chamar a Música” e Dulce Pontes em 1991, com “Lusitana Paixão”), nos anos 1980 um 7º lugar (José Cid em 1980, com “Um grande, grande amor”) e nos anos 70 também um sétimo posto (Carlos Mendes em 1972, com “A Festa da Vida”).

 
Assine o Observador a partir de 0,18€/ dia

Não é só para chegar ao fim deste artigo:

  • Leitura sem limites, em qualquer dispositivo
  • Menos publicidade
  • Desconto na Academia Observador
  • Desconto na revista best-of
  • Newsletter exclusiva
  • Conversas com jornalistas exclusivas
  • Oferta de artigos
  • Participação nos comentários

Apoie agora o jornalismo independente

Ver planos

Oferta limitada

Apoio ao cliente | Já é assinante? Faça logout e inicie sessão na conta com a qual tem uma assinatura

Há 4 anos recusámos 90.568€ em apoio do Estado.
Em 2024, ano em que celebramos 10 anos de Observador, continuamos a preferir o seu apoio.
Em novas assinaturas e donativos desde 16 de maio
Apoiar

19 MAIO 2024 - SEDE OBSERVADOR

Atos de vandalismo não nos calarão.

Apoie o jornalismo que há 10 anos se pauta pela liberdade de expressão e o nunca vergar por qualquer tipo de intimidação.

Assine 1 ano / 29,90€ Apoiar

MELHOR PREÇO DO ANO

Ao doar poderá ter acesso a uma lista exclusiva de benefícios

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

Ofereça artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.

Há 4 anos recusámos 90.568€ em apoio do Estado.
Em 2024, ano em que celebramos 10 anos de Observador, continuamos a preferir o seu apoio.
Em novas assinaturas e donativos desde 16 de maio
Apoiar

19 MAIO 2024 - SEDE OBSERVADOR

Atos de vandalismo não nos calarão.

Apoie o jornalismo que há 10 anos se pauta pela liberdade de expressão e o nunca vergar por qualquer tipo de intimidação.

Assine 1 ano / 29,90€

MELHOR PREÇO DO ANO