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Era dia de clássico em Alvalade entre Sporting e FC Porto. Pelo menos um iria sempre perder os primeiros pontos no Campeonato, outro poderia aproveitar mais um deslize do Benfica na véspera. No entanto, nessa antecâmara do segundo encontro da temporada entre leões e dragões só se falava mesmo era das águias. A razão? Roger Schmidt tinha sido dispensado, Roger Schmidt foi despedido. Roger Schmidt iria rescindir o seu contrato. Iria, futuro do pretérito. 104 dias depois, houve finalmente acordo entre as partes.

“A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD informa que chegou a acordo com o anterior treinador Roger Schmidt quanto à compensação a receber por este relativamente à cessação do contrato de trabalho desportivo que o vinculava à Benfica SAD. Nos termos desse acordo, Roger Schmidt receberá da Benfica SAD um montante que ascende a cerca de 8,7 milhões de euros”, adiantou a SAD encarnada à CMVM.

Apesar do montante elevado pago para cessar a ligação contratual com o treinador alemão, o valor acaba por ficar abaixo daquilo que Roger Schmidt teria a receber até ao final do contrato. Numa primeira fase, quando foi comunicada a saída, o representante do germânico pretendia o total do vínculo até junho de 2026, após a renovação anunciada no final de março de 2023. Depois, esse valor desceu para dez a 12 milhões mas pagos em prestações. O acordo fechou abaixo dos nove milhões, sendo que Roger Schmidt, que já foi entretanto apontado a alguns clubes mas sem mais desenvolvimentos, continuou a receber o salário nos últimos três meses como se continuasse a exercer funções na equipa principal do Benfica.