No Serviço Nacional de Saúde, os dias de ausência por doença de trabalhadores ultrapassaram a fasquia dos dois milhões entre janeiro e novembro de 2024, noticiou o jornal Público, que cita dados do Portal da Transparência do SNS.

No total, entre licenças de maternidade e paternidade, greves, assistência a familiares e acidentes de trabalho, os 150 mil profissionais do SNS faltaram mais de 4,6 milhões de dias. Os números, refere o jornal, são ligeiramente inferiores aos dos últimos anos.

Perante os números, conclui-se que o aumento de trabalhadores do SNS durante a pandemia não foi suficiente para colmatar este problema, já que nos primeiros 11 meses do ano, cada trabalhador faltou, em média, mais de 30 dias. Nos números agora divulgados é possível perceber ainda que 46% das ausências são por doença, enquanto pouco mais de 30% são para “proteção na parentalidade”.

Numa análise mais detalhada aos dados, e olhando para 2023, numa taxa de abstencionismo geral de 10,34%, 11,18% eram assistentes operacionais, médicos e enfermeiros com 10,8% cada, técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica estavam nos 8%, os técnicos superiores e os assistentes técnicos nos 7,5%. Por outro lado, o pessoal dirigente e informático estava entre os que menos faltavam, 1,55% e 1,2%. Apesar dos valores, é de sublinhar que há períodos mais críticos em que as ausências atingem picos.