Tal como já tínhamos avançado, a Tesla mostrou as primeiras imagens do renovado Model Y nos primeiros dias de 2025 e, mais do que isso, arrancou de imediato com as vendas na China e nos mercados da região Ásia Pacífico, para onde é exportado a partir da Gigafactory Xangai, de momento a primeira fábrica da Tesla onde a nova versão do SUV é produzida. O eléctrico mais vendido na Europa (e no mundo) será, de seguida, introduzido nas restantes linhas de produção da marca, a começar por Berlim, de onde saem os Model Y para o mercado europeu, Portugal incluído.
O novo Model Y, que usufruiu de um conjunto de melhorias que a marca condensou no Project Juniper — da mesma forma que o Model 3 beneficiou, em Setembro, do Project Highland —, começou por ver a frente completamente alterada, adoptando uma solução estética similar ao Cybercab, que consiste na troca dos dois faróis convencionais por uma linha de LED a toda a largura do veículo, linha essa que se torna ligeiramente mais larga nas extremidades. É um sistema inovador e mais evoluído do que o utilizado pela Cybertruck, uma vez que esta desloca para baixo desta faixa horizontal de luzes LED os outros emissores que desempenham o papel de médios e máximos, como pode ver no vídeo abaixo, onde se compara a sua eficiência com um Ford e um BMW.
Os novos faróis do Model Y, extremamente finos, permitiram desenhar uma frente ainda mais afilada, também ela semelhante à que equipa o Cybercab, o que reduz o Cx de 0,23 para 0,22, tornando o modelo mais eficiente. Na zona lateral não há grandes novidades, mas já a traseira exibe novos farolins, também eles ligados por uma faixa luminosa em LED.
Por dentro do SUV mais acessível da Tesla há melhorias nos materiais e acabamentos, tendo o Model Y adoptado as soluções já introduzidas no Model 3. O maior destaque vai para o melhor isolamento acústico, bem como para o accionamento eléctrico do banco traseiro a partir da bagageira. Desconhece-se ainda a potência dos motores utilizados nas diferentes versões destinadas à Europa, bem como a capacidade ou a química da bateria, uma vez que as unidades destinadas à China recorrem a células do tipo (químico) LFP, sem níquel ou cobalto, típicas do mercado chinês e que oferecem menos densidade energética, mas são mais baratas.
Analisando os dados revelados pela Tesla no configurador chinês da marca, é possível constatar que algumas versões passam a ser mais rápidas, como é o caso do Model Y Long Range Tracção Integral, que viu os 0-100 km/h serem agora atingidos ao fim de 4,3 segundos, em vez dos anteriores 5,0 segundos. Já em relação à autonomia, embora exista um ganho face à geração actual na China (aproximadamente 33 km), não é fácil chegar a grandes conclusões, não só por não haver a certeza que utilizarão o mesmo tipo de acumulador que equipará as versões europeias, como pelo facto de a autonomia anunciada ser calculada segundo o método chinês CLTC, o qual é demasiado optimista e próximo do antigo sistema europeu NEDC, que foi substituído pelo mais rigoroso e actual WLTP. Os preços do novo Model Y na China aumentaram em média 5%, face à geração anterior.