Uma temporada, várias mudanças. O Nottingham Forest, que depois de regressar à Premier League no verão de 2022 não teve uma época fácil para permanecer no principal escalão inglês, viveu um pouco de tudo ao longo da época de 2023/24. O chairman mudou, com a saída de Nicholas Randall KC para a entrada de Tom Cartledge. O treinador mudou, com a dispensa de Steve Cooper e a contratação de Nuno Espírito Santo. A classificação mudou, com os tricky trees a deixarem os lugares de despromoção e a conseguirem acabar no 17.º posto, última posição para assegurar a manutenção. Depois, veio o verão. O mercado. A estabilidade. O regresso de Nicholas Randall KC. A campanha que coloca o clube no topo das revelações na Europa.
❤️???? Nuno Espirito Santo celebrated his Premier League Manager of the Month award with all of the Nottingham Forest staff members! ???? pic.twitter.com/GmVfENpOai
— EuroFoot (@eurofootcom) January 11, 2025
A partir da venda de três jogadores por quase 80 milhões (o central Moussa Niakhaté e o médio Mangala ao Lyon, além do antigo guarda-redes do Benfica Vlachodimos, que rumou ao Newcastle), o Forest investiu em vários elementos a preços mais moderados mas que foram conseguindo ter impacto na equipa, casos de Elliot Anderson, Milenkovic, Jota Silva ou Ward-Prowse. Juntando essas mais valias às unidades que já faziam parte do plantel, Espírito Santo encontrou a conjugação cósmica para uma campanha assente numa ideia de jogo explicável por um dado: é a equipa com menos posse de bola mas ocupa o terceiro lugar da Premier League com os mesmos pontos do segundo, o Arsenal. Agora seguia-se o líder Liverpool.
Nottingham Forest aren't just here to make up the numbers…
Nuno Espirito Santo has truly taken them to another level ???? pic.twitter.com/QghiL9Vgj1
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“Sempre disse que uma das melhores maneiras de avaliar a tabela é a meio da temporada. Agora que chegámos a esse momento, o Forest está lá em cima connosco, com o Arsenal, o Chelsea, o [Manchester] City e todos os outros. É uma das equipas que está nessa competição connosco. Merecem ser tratados como tal, principalmente se olharmos para a maneira como jogam e para os resultados que alcançaram”, elogiou Arne Slot, que está a ter uma estreia de sonho no comando dos reds com mais seis pontos (e um jogo a menos) do que o Arsenal e o Forest. “Quando fazemos as coisas bem, deveríamos ficar satisfeitos mas muitos elogios podem acabar por ser uma distração. Há que ter cuidado com isso”, defendeu Nuno Espírito Santo.
Nottingham Forest head coach Nuno Espirito Santo has been awarded his second Barclays Manager of the Month award this season!
With Forest picking up more points than anyone else in December, and adding three more clean sheets to their impressive tally, it's more than earned! ???? pic.twitter.com/pTjwegLj4c— Barclays Football (@BarclaysFooty) January 10, 2025
“Vitória em Anfield na primeira volta? Isso já aconteceu há muito tempo, muitas coisas mudaram desde então. Os dois clubes estão diferentes agora. É um jogo novo e coisas novas irão acontecer certamente. Estamos aqui para competir contra todas as equipas. Para já, estamos a ir num bom caminho mas a nossa abordagem terá que ser sempre a mesma. Vamos jogar o próximo jogo e depois logo se verá”, acrescentou, relativizando o atual momento que entrou na história do clube, com o Nottingham Forest a somar pela primeira vez uma série de seis vitórias consecutivas na Premier League (juntando depois um triunfo na Taça). Esse trajeto foi travado mas nem por isso o City Ground deixou de aplaudir de pé aquilo que a equipa e Nuno Espírito Santo voltaram a fazer durante 65 minutos. Depois, entrou Diogo Jota, antigo avançado do técnico no FC Porto e no Wolverhampton, e tudo mudou para um empate que quase virou reviravolta.
Nottingham Forest are 6 points behind league leaders Liverpool ????
The title race is heating up ???????? pic.twitter.com/IqWFqMhjMq
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Com as duas equipas a apresentarem aqueles que são nesta fase os seus onzes de gala, os dez minutos iniciais foram uma fotocópia fiel daquilo que aconteceu em Anfield e até daquilo que tem acontecido ao longo de toda a temporada: o Liverpool começou melhor, foi arriscando muitos remates de meia distância, assumiu logo o controlo do encontro mas bastou uma segunda bola ganha pelo Forest para em três toques a bola parar em Chris Wood em posição de remate para mais um passe à baliza que não deu hipóteses a Alisson para o 1-0 (8′). Os visitados tinham pouco mais de 30% de posse, contavam com menos de metade dos passes dos reds mas mostraram mais uma vez como o futebol pode ser bonito e simples ao mesmo tempo perante um City Ground em completo delírio com o momento que os tricky trees atravessam, o melhor este século.
Chris Wood nem deu hipótese ????#DAZNPremier pic.twitter.com/BpJUhdc6xS
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Sem ter um avançado que funcionasse mais como referência, tendo Salah e Gapko a partir de fora mas num constante carrossel com Luis Díaz e Szoboszlai, o Liverpool subia linhas com Gravenberch e Mac Allister a ocupar terrenos que numa outra era seriam pisados por aqueles número 10 artistas que jogavam nas costas do avançado mas nem por isso o Forest desfazia a organização defensiva com dois centrais imperiais que dificilmente ficarão muito mais tempo em Nottingham (Murillo e Milenkovic), dois laterais a fechar bem por dentro e três unidades mais criativas como são Elanga, Gibbs-White e Hudson-Odoi que se colocavam à disposição do coletivo para fazerem mais diferença sem bola do que em posse. Tudo sem descurar as saídas em transição, que quando entravam iam criando desconfiança nos posicionamentos do Liverpool. O intervalo chegou com a margem mínima e com o guarda-redes Matz Sels a ser quase mais um espectador.
Nottingham Forest appear to be Liverpool's kryptonite this season ???? pic.twitter.com/DthbxoSAAC
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Sem mexer nos jogadores, Arne Slot tentou trazer novas dinâmicas para a segunda parte mas sem conseguir sequer fazer um remate enquadrado à baliza. Com o Forest cada vez mais tranquilo na partida, o neerlandês mexeu e foi ao banco buscar crédito para o empate: na primeira vez que tocaram na bola, Tsimikas foi ao lado direito marcar um canto e Diogo Jota desviou na pequena área de cabeça para o empate (66′). O português foi a chave para virar o rumo do encontro, a ponto de ter oportunidade pouco depois de fazer a reviravolta depois de um trabalho na área que foi travado por Matz Sels, que a 15 minutos do final faria mais uma “mancha” fabulosa a evitar o 2-1 do avançado. Estava tudo em aberto entre um Forest a quebrar em termos físicos, um Liverpool a tentar reorganizar-se em campo após as alterações e um guarda-redes belga que se tornava MVP (cinco defesas nos últimos 20 minutos do jogo) mas o empate não iria desfazer-se num encontro eletrizante e que justificou as ovações de pé dos adeptos visitados e visitantes no final da partida.
Um dos Jotas já marcou. Falta o outro.#DAZNPremier pic.twitter.com/0rpeoQT8EA
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PREMIER ???????????????????????????? | Ninguém se ficou a rir
◉ O sensacional Forest esteve a vencer até aos 66 minutos, quando o habitual "bombeiro" Diogo Jota salvou os "reds" de nova derrota contra Nuno Espírito Santo
◉ Em Londres o Chelsea voltou a marcar passo, frente ao Bournemouth de Evanilson… pic.twitter.com/DC748kzrPT
— GoalPoint (@_Goalpoint) January 14, 2025