A história podia ser outra se Ruben Amorim ainda fosse treinador do Sporting, a história deveria sempre vir parar a este ponto com o passar dos meses de competição. Depois da saída da Antonio Adán dos leões, numa decisão mútua em final de contrato (a renovação não foi ativada por dois jogos, tendo em conta que realizou 28 encontros oficiais até se lesionar com gravidade), a aposta para a baliza verde e branca passou pelo bósnio Vladan Kovacevic, que chegava dos polacos do Raków referenciado como guarda-redes pronto para assumir a titularidade. Começou assim, saiu por lesão, não mais voltou. Agora, encontra-se na porta de saída.
“A oitava colina de Lisboa”: Sporting oficializa contratação de guarda-redes Kovacevic até 2029
Apesar de ter uma estreia oficial com erros que também ajudaram à reviravolta do FC Porto na final da Supertaça, Kovacevic manteve-se como titular à frente de Franco Israel, que terminara nessa posição a última temporada antes de sofrer um problema no joelho e ter de ser operado (fazendo com que Diogo Pinto fosse titular na final da Taça de Portugal), e assim ficou até sofrer uma lesão num treino depois do triunfo para o Campeonato também com os dragões. A partir daí, o uruguaio assumiu a baliza e, à exceção de um curto período em que Israel esteve de fora por questões físicos, Kovacevic apenas jogou nas taças.
Havendo outras opções referenciadas, a opção recaiu no bósnio pelas características que apresentava, pelo potencial de crescimento e pelas exibições que fez contra o próprio Sporting na Liga Europa. Ruben Amorim procurava um guarda-redes forte na baliza mas que soubesse também atuar enquadrado com a ideia de jogo que pretendia consolidar em 2024/25 (assumindo muitas vezes apenas três defesas atrás para criar outras dificuldades ofensivas aos adversários), jogando bem fora da área para tirar profundidade aos ataques e com capacidade no jogo com os pés. A prática não funcionou como o projeto traçado na teoria e, nesta fase, foi entendido que o melhor para todas as partes seria encontrar colocação para o bósnio neste mercado.
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Ainda sem propostas nesse sentido (que deverão visar uma cedência temporária, com ou sem opção de compra mediante os clubes que demonstrem interesse como já terá acontecido com o Estrela Vermelha), o Sporting partiu também para uma solução que pudesse lutar com Franco Israel pela titularidade, neste caso visando nomes que pudessem chegar como opção imediata. Entre as várias opções referenciadas, duas foram colocadas nos pratos da balança e no final da última semana ficou concluída a solução prioritária.
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Apesar de ter apresentando uma primeira abordagem com a solução do empréstimo com opção de compra obrigatória por 2,5 milhões de euros mais um milhão de variáveis, o Sporting foi aumentando a parada nas negociações com o Betis e fechou a contratação do guarda-redes de 30 anos por 4,75 milhões de euros mais um milhão por objetivos. O investimento foi superior ao que a SAD leonina pretendia mas ainda assim mais modesto face ao que seria necessário para assegurar Ricardo Velho, guardião de 26 anos do Farense que já foi também chamado aos trabalhos da Seleção por Roberto Martínez. Após ter feito exames médicos no passado fim de semana, Rui Silva foi agora apresentado como primeiro reforço de janeiro.
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“É um grande orgulho poder representar o Sporting, um clube com muita história e com uma massa adepta incrível. Queria um dia voltar a Portugal pela porta grande e isso concretizou-se. Espero ser muito feliz aqui e lutar por títulos, que é o mais importante. Era impossível recusar este projeto e sei que é uma grande responsabilidade representar o Sporting, que sempre teve excelentes guarda-redes. Deste grupo conheço o Pedro Gonçalves, o Trincão e o Gonçalo Inácio da Seleção e o Esgaio da altura da Seleção Sub-21. Tenho agora os próximos dias para conhecer o resto dos jogadores mas já muita gente me falou do lado humano do grupo”, comentou Rui Silva nas primeiras declarações como reforço leonino aos meios do clube.
Em minha casa não ⛔️????
Rui Silva é o novo guardião dos Leões! Bem-vindo ✍️ pic.twitter.com/zsssJvDLol
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“Estou muito diferente dos tempos do Nacional e estes anos também serviram para isso mesmo. Saí com 22 anos, era muito jovem e tinha muita coisa para aprender e crescer. Neste momento, sou um guarda-redes muito mais maduro, muito mais consciente e mais preparado para estes desafios. Por isso, espero estar à altura deste projeto e da responsabilidade que é representar este grande clube. Sinto que estou no melhor momento da minha carreira. La Liga? Foi muito bom ter jogado lá, senti-me muito valorizado. Não foi fácil porque também precisas de mostrar a tua posição e a adaptação custou bastante mas depois foi tudo correndo bem. Fui muito feliz lá e fui mantendo os pés na terra e trabalhando para alcançar mais coisas”, acrescentou o guarda-redes que se estreou como internacional A por Portugal no Estádio José Alvalade e que antes passou por Maia (formação), Nacional e os espanhóis do Granada e do Betis, onde estava desde 2021.
Com a questão do guarda-redes resolvida (pelo menos a nível de entradas), o Sporting centra agora atenções noutros pontos neste mercado: 1) a lateral direita, com Andrés Garcia a surgir como uma das alternativas à tentativa gorada de garantir Alberto Costa sendo que a solução ainda poderá passar pela permanência de Iván Fresneda; 2) a possibilidade de garantir um lateral esquerdo, tendo em conta que Nuno Santos vai falhar o resto da época, Matheus Reis só volta em fevereiro e Maxi Araújo é a única solução de raiz para a posição; 3) a mais do que provável saída de Marcus Edwards, ala que deixou de contar em Alvalade e que pode abrir vaga para um reforço de características ofensivas caso venha mesmo a deixar o clube.