Tinha tudo para se tornar complicado, nunca se tornou complicado. Depois de uma semana muito atípica, depois de duas derrotas consecutivas, o Benfica apresentou-se adulto, sólido e estável em Turim e venceu uma Juventus frágil para garantir a presença no playoff de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. Podia ter sido complicado, nunca foi complicado.

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O Benfica terminou a fase de liga da Liga dos Campeões no 16.º lugar, com 13 pontos, o que significa que no playoff vai encontrar Mónaco ou Brest, 17.º e 18.º classificados — um confronto que só será conhecido no sorteio da próxima sexta-feira. Os encarnados derrotaram a Juventus pela sétima vez em nove jogos, a terceira consecutiva, e ganharam em Itália pela quinta ocasião em toda a história.

Depois do apito final, na zona de entrevistas rápidas, Bruno Lage sublinhou a importância da “missão cumprida” com “um enorme jogo e de enorme qualidade”. “Temos uma entrada muito boa no jogo, logo com uma oportunidade aos 20 segundos. Primeira parte muito boa do nosso lado. Vencer e bem, mas podíamos ter feito mais que um golo na primeira parte. Na segunda parte também, sempre muito determinados. É uma boa exibição e um resultado justo. Seguimos em frente na prova, que era um dos grandes objetivos. A equipa mostrou personalidade e espírito de união”, começou por dizer o treinador, que se dirigiu aos adeptos do Benfica que marcaram presença em Turim no fim do jogo.

“Aproximei-me dos adeptos e disse para acreditarem no nosso trabalho. Há uma união fantástica na equipa. Hoje foi um grande exemplo disso. Nós entendemos a paixão dos adeptos, eles estão sempre presentes. Os jogadores e os adeptos sabem que têm um treinador que sabe o que quer e o que é preciso para continuar a crescer. Os jogadores sabem que têm um líder que vai defendê-los para sempre porque são um grupo que trabalha muito. Agora temos de recuperar e preparar já o jogo com o Estrela da Amadora, que será muito importante para nós e temos de vencer”, acrescentou.

Mais à frente, Bruno Lage comentou o facto de ter adaptado Alexander Bah, lateral direito, à esquerda da defesa na ausência de Álvaro Carreras por castigo. “Foi aquilo que eu disse anteriormente: preparar o jogo em função do momento dos jogadores. Colocámos o Bah também em função do [Francisco] Conceição porque é um miúdo rápido, o Bah também, com enorme qualidade e que tanto podia ir por dentro ou por fora e que o Bah poderia facilmente anular. Foi um duelo muito interessante de seguir. Mas o mais importante foi a personalidade com que entrámos, a união que demonstrou e a vontade que eles tiveram de colocar em prática as nossas ideias”, explicou, terminando com uma confissão.

“Vou confessar o que disse aos nossos jogadores antes de começar o jogo. Há 30 e tal anos eu treinava o meu irmão, por isso é que se calhar ele não teve uma grande carreira enquanto jogador. O sonho dos jogadores era jogar estes jogos, o meu sonho era jogar estes jogos, mas mais importante que isso era eu liderar uma grande equipa. O meu sonho é isto, eu liderar esta equipa do Benfica, porque é uma grande equipa”, concluiu.

Já Pavlidis, que voltou a marcar e chegou aos cinco golos na Liga dos Campeões depois do hat-trick contra o Barcelona, disse que a sensação da vitória foi “incrível”. “O mais importante é que continuamos na Champions. Claro que ganhar neste belo estádio, a forma como jogámos… Gostei muito do jogo. Estou muito feliz por isso”, atirou, sublinhando ainda a importância do apoio dos adeptos. “O apoio deles em todo o lado é muito importante para nós. São as pessoas mais importantes do clube e esperamos que tenham gostado do jogo”, terminou.