É uma sensação que o Benfica não tinha há algum tempo. Os encarnados foram eliminados pelo Barcelona nos oitavos de final da Liga dos Campeões e falharam o acesso aos quartos de final — uma ronda onde tinham chegado nas últimas três temporadas nas competições europeias, tanto na Champions como na Liga Europa.
A equipa de Bruno Lage despede-se da Liga dos Campeões com 12 jogos, cinco vitórias, dois empates e cinco derrotas, para além de 21 golos marcados e 19 sofridos, o registo máximo do clube numa única temporada. O Benfica continua sem conseguir ganhar em casa do Barcelona, somando agora três derrotas e dois empates em cinco visitas, e perdeu três vezes com os catalães na mesma época: algo que só tinha acontecido anteriormente com equipas portuguesas.
Ainda assim, e mesmo com a eliminação europeia, o Benfica atingiu um registo histórico esta terça-feira e chegou aos 500 golos na Liga dos Campeões — para além de Otamendi se ter tornado o mais velho de sempre a marcar pelos encarnados na competição, com 37 anos, superando Di María, Rui Costa, Jonas e Luisão. Na zona de entrevistas rápidas, depois do apito final, o central argentino foi um dos representantes da equipa.
“É uma eliminação de uma competição que te exige teres confiança e quereres competir para teres o sonho de chegar à final. Infelizmente, não pudemos resolver em casa. Hoje o Barcelona criou mais situações. Nós também, no final. Mas é preciso continuar. No fim de semana há jogo do Campeonato. Temos de continuar a competir até ao final. Agora temos de pensar nos objetivos seguintes e o Campeonato vem aí. Agora é descansar, recuperar”, começou por dizer.
“Há um sabor amargo, em casa tínhamos de ter feito a diferença. Tínhamos de ter feito um golo para vir aqui competir. Lutámos, eles têm muitos bons jogadores, marcaram. Ainda conseguimos chegar ao empate, mas depois sofremos mais golos e fomos eliminados. Campeonato? São competições diferentes. Vamos descansar e depois pensar na próxima partida do Campeonato, o objetivo principal é esse”, acrescentou Otamendi.
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Já Bruno Lage, também na flash interview, sublinhou um “sentimento de frustração”. “Podíamos ter feito melhor no conjunto dos dois jogos. A forma como sofremos os golos penaliza-nos um pouco. Em termos defensivos e de duelos permitimos que os jogadores do Barcelona tivessem sucesso. Quando chegamos a esta altura e com o Barcelona, sentimos frustração e uma pequena desilusão. Fechámos o trabalho na Liga dos Campeões e agora foco total nas duas competições que restam. Preparar e meter já o foco no Campeonato”, começou por dizer.
“Acabámos por fazer uma boa Liga dos Campeões. À partida diziam que não passávamos da primeira fase. Temos de estar orgulhosos do que fizemos. Saber o adversário e sentir que podíamos ter feito mais… Isto tem de servir como aprendizagem para voltarmos mais fortes e repetir, repetir e fazer melhor. Foco total nas competições internas”, acrescentou.
Mais à frente, Bruno Lage recusou associar a exibição de Lamine Yamal à titularidade de Samuel Dahl face ao castigo de Álvaro Carreras. “Não vamos individualizar a questão porque, se tenho memória, no lance do golo nem é o Samuel. Pelo trajeto, em três jogos fazer um jogo bom com o Benfica valoriza o que fizemos. Chegando mais frescos a este jogo, as coisas podiam ser diferentes. A equipa marcou, criou as oportunidades que perspetivámos”, explicou.
“Temos que nos preocupar connosco. O Campeonato vai ser disputado ao fim. A vitória do Sp. Braga frente ao FC Porto coloca o Sp. Braga no patamar que merece. Vai ser uma guerra até ao fim. O mais importante é o que conseguimos controlar. Fechamos este capítulo com orgulho e frustração de não seguir em frente. E foco total no jogo com o Rio Ave”, terminou.