Paulo Lourenço, ex-secretário-geral da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), nega que tenha estado envolvido no negócio da venda da antiga sede da Federação. Esta terça-feira, foram feitas investigações na atual sede, por suspeitas de crimes de corrupção, recebimento indevido de vantagem, participação económica em negócio e fraude fiscal qualificada durante o penúltimo mandato de Fernando Gomes.
“Perante as notícias vindas a público e a minha constituição como arguido no âmbito da investigação sobre a venda da antiga sede da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), venho de forma clara, frontal e veemente afirmar a minha total inocência”, declara Paulo Lourenço, através de comunicado divulgado pelo seu advogado. Esta terça-feira, o Observador avançou que o antigo secretário-geral da FPP foi constituído arguido.
“Não tenho nada a esconder”, declara Paulo Lourenço na nota. “Colaborei desde o primeiro momento com as autoridades, prestei todos os esclarecimentos que me foram solicitados e continuarei a fazê-lo sempre que necessário. O meu compromisso com a verdade e com a justiça é absoluto”, realça.
Afirma que não teve “influência na decisão de venda do imóvel” nem na “escolha da proposta vencedora”, não obtendo “qualquer benefício, direto ou indireto, com este negócio”. “Nego frontal e absolutamente ter recebido
fosse o que fosse com este negócio”, vinca, acrescentando que “qualquer sugestão em sentido contrário é falsa e profundamente injusta”.
Promete que fará tudo para que esta “situação se esclareça com a máxima celeridade”. “Não posso aceitar que a minha honra e reputação sejam postas em causa por suspeitas infundadas”, revela.
Mostra confiança na Justiça, esperando que o “processo seja conduzido com rigor, imparcialidade e rapidez, para que a verdade prevaleça”. “Até lá, continuarei a defender-me com toda a determinação contra qualquer tentativa de denegrir o meu nome.”
Segundo a informação apurada pelo Observador, Fernando Gomes, ex-presidente da FPF, e Tiago Craveiro, ex-CEO, não são visados na investigação e não foram alvo de buscas. Luís Neves, diretor da Polícia Judiciária (PJ), declarou durante afirmações na tomada de posse de Fernando Gomes como presidente do Comité Olímpico Português, que nem “Fernando Gomes nem Tiago Craveiro são visados nesta investigação”. A PJ tem “os suspeitos bem identificados”, disse o diretor nacional da PJ esta terça, acrescentando que até agora “não há arguidos detidos”, mas que se perspetiva que “haja mais arguidos e mais envolvidos na investigação”.
Foram feitas 20 buscas esta terça-feira, a pessoas singulares e coletivas e sociedades de advogados, revelou Luís Neves.
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