A quinta edição da Bienal de Artes Contemporâneas (BoCA), que agrega artes performativas, artes visuais, música e cinema, vai decorrer este ano entre setembro e outubro em Lisboa e Madrid, anunciou esta terça-feira a organização.

Pela primeira vez a acontecer em dois países — Portugal e Espanha — a bienal decorrerá entre 10 de setembro e 26 de outubro em vários espaços culturais da duas capitais, revelou fonte da organização contactada pela agência Lusa.

Com uma programação habitualmente experimental e heterogénea, o certame já tinha decorrido na última edição entre duas cidades, Lisboa e Faro, com mais de 30 artistas que apresentaram criações em diversos espaços culturais sob o mote “Presente Invisível”.

A bienal realiza-se a cada dois anos nas áreas das artes performativas, visuais, música e cinema, e, paralelamente, organiza debates e oficinas em museus, teatros, galerias de arte e equipamentos patrimoniais, sob a direção artística de John Romão — o programador cultural que, noticiou o Público na última semana, vai ser o novo diretor artístico de Évora 27 — Capital Europeia da Cultura.

Esta segunda-feira, a BoCA apresentou, no Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal, a sua primeira publicação, Bienal de Artes Contemporâneas – Onde a travessia é possível, um livro sobre o balanço dos dez anos de atividade transdisciplinar da bienal, desde o seu lançamento, em 2015, segundo um comunicado esta terça-feira divulgado pela organização.

Já saiu o quinto episódio de  “O Misterioso Engenheiro Jardim”, o novo PodcastPlus do Observador que conta a história de Jorge Jardim, o empresário que, na verdade, era um agente secreto que liderou missões perigosas em todo o mundo, tentou criar um país e deu início a um clã de mulheres aventureiras. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E pode ouvir aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro e aqui o quarto episódio]

Sobre a realização da edição deste ano também além fronteiras, John Romão, encenador, programador cultural e curador, citado no texto, comenta: “A ponte ibérica que a BoCA começa a construir em 2025, com a próxima edição da bienal a ter lugar entre várias instituições culturais de Lisboa e Madrid, é a continuação desse trabalho colaborativo e o resultado, não só do nosso trabalho, mas também da confiança e das relações que cultivamos com artistas e instituições”.

Na edição anterior, as criações encomendadas, produzidas ou coproduzidas pela BoCA abordaram temas como os movimentos migratórios, apagamentos históricos, extrativismos e as violências racial e de género, com o objetivo de “provocar, refletir e fazer agir, tomando outras consciências sobre o mundo”. Um dos espetáculos em destaque foi a estreia teatral da artista visual e realizadora polaca Agnieszka Polska, com The Talking Car / O Carro Falante, levada à cena na Culturgest, em Lisboa.

O tema e a programação completa da 5.ª edição da BoCA deverão ser divulgados em breve pela organização.