Uma exposição com obras de 24 artistas contemporâneos portugueses, incluindo dos pintores Júlio Pomar (1926-2018) e Graça Morais, vai marcar o programa para um mês de comemorações do dia 10 de Junho em Macau.
O Junho — Mês de Portugal na RAEM (Região Administrativa Especial de Macau) arranca em 29 de maio, com a mostra “Arte Portuguesa – Diálogo de Criatividade”, que estará patente na Galeria Amagao, no hotel Artyzen Grand Lapa, até 3 de agosto.
A curadora da mostra, Lina Ramadas, disse esta quarta-feira à Lusa que a exposição terá “nomes que não precisam de apresentação” como Pedro Proença, “uma litografia fora do comum” de Júlio Pomar, “um gouache sobre papel” de Graça Morais, mas também “artistas mais emergentes”, tais como Madalena Pequito, Susana Bravo e Luís Jesus.
“É uma boa amostra” para um público chinês do que é a arte contemporânea em Portugal, com “um leque de artistas portugueses bastante diversificado e bastante cotado”, disse a curadora.
Em 3 de junho, a Casa Garden, sede da delegação da Fundação Oriente em Macau, inaugura uma mostra de marionetas portuguesas, que fazem parte do espólio pessoal de Elisa Vilaça.
A artista portuguesa radicada na região chinesa, que mantém o sonho de criar um Museu das Marionetas, tem “cerca de mil marionetas, representativas de diversos continentes”, sublinhou a Casa de Portugal em Macau (CPM).
A presidente da associação, Maria Amélia António, disse à Lusa que a associação vai também organizar o Arraial de Santo António, “muito popular e muito tipicamente português”, nos dias 14 e 15 de junho, na Escola Portuguesa de Macau.
Em 13 de junho, o espaço Red House Macau vai acolher um concerto do músico português Bruno Pernadas, autor de “O Governo do Povo”, o tema original criado para as celebrações dos 50 anos do 25 de Abril de 1974.
Rui Simões, co-fundador da None of Your Business (NOYB), uma agência de talentos baseada em Macau, disse à Lusa que Bruno Pernadas foi convidado para participar nas atividades culturais do Pavilhão de Portugal da Expo 2025 Osaka.
“Aproveitámos esta viagem para fazer um stop-over em Hong Kong, com concertos na Grande Baía. Ele vai actuar em Macau, Hong Kong e Shenzhen”, explicou Simões.
A sétima edição da Mostra de Cinema Português em Macau, organizada pela Portugal Film —Agência Internacional de Cinema Português, vai decorrer no Auditório da Fundação Oriente, em Macau, Casa Garden, durante os dias 20, 21 e 23 de junho.
No dia seguinte, o Club Lusitano de Hong Kong, a maior instituição da comunidade lusodescendente da região vizinha, recebe a celebração dos 20 anos do centro histórico de Macau como Património da Humanidade e a Festa de São João.
O programa prevê a apresentação de vários livros, incluindo uma obra a assinalar os 40 anos da Livraria Portuguesa de Macau, lançada no aniversário da instituição, em 11 de junho. O gestor do espaço, Ricardo Pinto, admitiu à Lusa que “é um projeto ainda em construção”, que dará voz às pessoas que estiveram envolvidas para “sumarizar a história da Livraria Portuguesa”.
“Em termos de contacto direto com o público e do papel que desempenha relativamente à divulgação dos livros de ensino da língua portuguesa, a Livraria Portuguesa desempenha um papel basicamente insubstituível”, defendeu Pinto.
“A história dos primeiros 25 anos da Região Administrativa Especial de Macau teria sido diferente sem a Livraria Portuguesa”, acrescentou.
A terceira edição do roteiro gastronómico, a decorrer durante todo o mês de junho, vai reunir 29 estabelecimentos de comida portuguesa em Macau, mais nove do que em 2024 e um novo recorde máximo.