Cinquenta e quatro jogos oficiais (que serão 55, quando na próxima semana o Sporting voltar a defrontar o Benfica na final da Taça de Portugal), cinco competições, três treinadores, 34 jogadores… só na Primeira Liga. A temporada verde e branca dificilmente poderia ser mais atípica mas terminou como a anterior, num ano histórico onde a formação de Alvalade conseguiu chegar ao bicampeonato mais de sete décadas depois. Entre jovens da formação lançados por aposta ou quase “necessidade”, passando por outros jogadores que acabaram por sair ou chegar em janeiro, estes são os novos campeões – e o que fizeram em 2024/25.

Valter Gouveia

Sporting empatou com Benfica na Luz no dérbi do século e levou decisão do Campeonato para Alvalade e para a receção ao V. Guimarães

1 Franco Israel

(11 jogos, 990 minutos, 9 golos sofridos)

Começou a temporada como suplente de Kovacevic depois de um final de época em 2023/24 que parecia colocá-lo na frente da corrida pela posição que pertenceu durante quatro anos a Adán, aproveitou a lesão do guarda-redes balcânico para reocupar a titularidade do Sporting, acabou por ceder o lugar a Rui Silva quando o internacional português chegou do Betis, ficando no banco ao longo de toda a segunda volta. Aos 25 anos, com contrato até 2027, o internacional uruguaio pode não permanecer em Alvalade para 2025/26.

2 Matheus Reis

(30 jogos, 1.317 minutos, 0 golos e 2 assistências)

Sendo um dos elementos há mais tempo no plantel, manteve a regularidade em termos de jogos mas desceu a nível de minutos por deixar de ser tantas vezes utilizado como central descaído sobre a esquerda e por haver Maxi Araújo para a ala esquerda. Numa época em que chegou a envergar a braçadeira de capitão, fez apenas cinco encontros completos no Campeonato entre os 29 em que participou. Termina contrato na próxima época e, aos 30 anos, continua com o futuro em aberto entre a permanência e a saída.

3 Jeremiah St. Juste

(14 jogos, 588 minutos, 0 golos e 0 assistências)

Começou a temporada mais uma vez de fora por lesão, foi regressando à competição aos poucos com Ruben Amorim e João Pereira sem forçarem a recuperação do neerlandês, jogou a totalidade dos 90 minutos nos quatro primeiros encontros de Rui Borges no comando técnico e com uma defesa a quatro, voltou a sair por lesão das opções e teve regressos infelizes à equipa apesar da boa entrada na Luz, ficando diretamente ligado a golos sofridos frente ao Arouca e ao Gil Vicente. Aos 27 anos, deve deixar Alvalade.

4Hidemasa Morita

(23 jogos, 1.304 minutos, 2 golos e 3 assistências)

Em condições normais continuaria a ter um papel de indiscutível na equipa do Sporting, por força das várias lesões sofridas ao longo da temporada (a que não são alheias as viagens longínquas que tinha de fazer para juntar-se à seleção nipónica) perdeu fulgor em 2024/25 mas sempre como opção quando estava clinicamente apto. Aos 30 anos, termina contrato já em junho de 2026 e poderá sair caso chegue uma oferta de oito a de milhões pelo internacional mas em Alvalade ainda não se perdeu a esperança que renove o vínculo.

5Zeno Debast

31 jogos, 2.129 minutos, 0 golos e 3 assistências

Foi aposta no mercado para começar a preparar a sucessão de Seba Coates (que até saiu um ano antes do que era previsto, por mútuo acordo e pela vontade de acelerar o regresso ao Uruguai por questões pessoais), no arranque teve alguns erros penalizadores mas sem deixar de ser opção de Ruben Amorim e João Pereira, foi uma tábua de salvação para Rui Borges no meio-campo perante a falta de opções no setor, tendo um papel de destaque na parte final da temporada não só na bola corrida mas também nos lances de estratégia.

LUSA

Zeno Debast foi contratado para preparar a sucessão de Coates, não jogou com Rui Borges no início mas tornou-se peça-chave.. no meio-campo

6Pedro Gonçalves

14 jogos, 876 minutos, 5 golos e 3 assistências

Começou da melhor forma a temporada, voltou a mostrar toda a versatilidade em campo podendo jogar na frente mais à esquerda ou ao meio ou no meio-campo ao lado de Hjulmand, fez quatro golos e mais três assistências a abrir mas contraiu uma grave lesão muscular em Braga na despedida de Ruben Amorim, só voltando cinco meses depois ao ativo depois de um agravar do problema na recuperação. Não estava no seu melhor na parte final mas mostrou que, mesmo sem o ritmo desejado, faz a diferença.

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Pedro Gonçalves regressou à competição cinco meses depois da lesão contraída em Braga, sendo titular em jogos como o dérbi na Luz

7Viktor Gyökeres

33 jogos, 2.804 minutos, 39 golos e 8 assistências

Se a primeira temporada em Alvalade já tinha sido boa, a segunda tornou-se complicada de descrever – a ponto de Rui Borges dizer que não havia adjetivos para “o melhor avançado na Europa”. Entre vários registos que foi batendo, chegou aos 100 encontros de leão ao peito com 95 golos marcados. Olhando apenas para o Campeonato, fez dois pokers e três hat-tricks, terminando no cômputo geral com números assombrosos de 52 golos em 50 jogos pelo Sporting na presente época que o colocam como um dos melhores de sempre.

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Viktor Gyökeres entrou em definitivo na luta pela Bota de Ouro com um poker no Bessa frente ao Boavista após o hat-trick com o Moreirense

8Marcus Edwards

6 jogos, 106 minutos, 1 golo e 0 assistências

Uma época falhada e que durou apenas seis meses em Alvalade. Desde que chegara do V. Guimarães, Marcus Edwards teve fases melhores ou piores mas, globalmente, terminava sempre com números interessantes e alguns jogos desbloqueados pela sua inspiração. Em 2024/25, nada disso aconteceu e, até janeiro, fez apenas 106 minutos em seis encontros do Campeonato, com um (grande) golo frente ao Farense. Foi emprestado ao Burnley, do Championship, e contratado a título definitivo por 6,5 milhões após a subida.

9Nuno Santos

7 jogos, 353 minutos, 0 golos e 0 assistências

Teve propostas para sair no verão substancialmente melhores no plano financeiro, acabou por ficar com a posição reforçada pela chegada de Maxi Araújo e começou a temporada em bom plano, apesar do episódio na final da Supertaça frente ao FC Porto. Sofreu uma rotura no tendão rotuliano do joelho direito no jogo do Sporting em Famalicão, em cima do intervalo, foi sujeito a uma intervenção cirúrgica e falhou o resto da temporada. Aos 30 anos, termina contrato com os leões em 2027 e deverá ficar na próxima temporada.

10Vladan Kovacevic

(6 jogos, 540 minutos, 5 golos sofridos)

Surgiu como grande aposta do Sporting na sucessão a Adán, sendo contratado aos polacos do Rakow não só pelas características na baliza mas também pela facilidade de jogar com os pés, acabou por tornar-se o flop do mercado verde e branco. Apesar de não ter ficado bem na fotografia na derrota dos leões na Supertaça, continuou a ser aposta de Ruben Amorim, saiu por lesão mas regressou para as únicas duas derrotas do Sporting no Campeonato já com João Pereira. Em janeiro, foi emprestado ao Légia de Varsóvia.

11Francisco Trincão

(34 jogos, 2.952 minutos, 9 golos e 14 assistências)

Se dúvidas ainda existissem depois do “salto” qualitativo sobretudo na segunda metade de 2023/24, esta foi a temporada de completa afirmação em Alvalade e até na Seleção, com dois golos decisivos frente à Dinamarca que foram decisivos para a passagem de Portugal à Final Four da Liga das Nações. Teve a época com mais intervenção em lances de golo, foi aquele que maior regularidade apresentou sem qualquer tipo de lesão (o que foi uma raridade em jogadores leoninos) e marcou o golo decisivo no empate no dérbi com o Benfica.

FILIPE AMORIM/OBSERVADOR

Francisco Trincão teve a época mais produtiva em lances decisivos, com um total de dez golos e 16 assistências em 52 jogos

12Conrad Harder

(28 jogos, 853 minutos, 5 golos e 5 assistências)

Gorada a hipótese Ioannidis, avançado desejado pelo Sporting durante todo o verão sem que o Panathinaikos baixasse a fasquia das exigências, Conrad Harder foi a aposta dos leões para ser o avançado “substituto” de Viktor Gyökeres quase num ano de aprendizagem e adaptação. Teve várias vezes de atuar fora da posição a que está habituado no ataque, descaindo sobre uma das alas como acontecia na época passada com Paulinho, mas fez 12 golos e nove assistências ao longo da temporada, cinco mais cinco no Campeonato.

13Maxi Araújo

(28 jogos, 1.777 minutos, 3 golos e 4 assistências)

Foi uma das principais apostas do Sporting para a presente temporada (com os leões a pagarem um total de 13,6 milhões de euros ao Toluca) numa posição que tinha apenas Nuno Santos e Matheus Reis, e assumiu um papel de destaque sobretudo depois da grave lesão do português no jogo em Famalicão no final de outubro. Titular na maioria dos encontros, marcou dois dos três golos no Campeonato nas últimas jornadas (Boavista e Gil Vicente) e terminou a época em crescendo como dono da ala esquerda dos verde e brancos.

LUSA

Maxi Araújo foi a contratação de 2024/25 com mais minutos e jogos como titular a par de Debast, assumindo a titularidade na ala esquerda

14GenyCatamo

(30 jogos, 1.911 minutos, 5 golos e 2 assistências)

Não teve o mesmo fulgor da época anterior no arranque, também pela necessidade de ter de fazer alguns encontros a partir da esquerda com Geovany Quenda, esteve depois de fora por lesão em fevereiro, acabou da melhor forma após um mês de recuperação ganhando o “seu” lugar na ala direita. Entre os cinco golos que fez no Campeonato, voltou a ser um jogador de dérbis e clássicos, decidindo o triunfo em Alvalade frente ao Benfica (que deu vantagem no confronto direto) e iniciando a vitória em casa diante do FC Porto.

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Depois de um início de época em que jogou algumas vezes à esquerda e de uma lesão, Geny Catamo terminou 2024/25 da melhor forma

15Iván Fresneda

(18 jogos, 961 minutos, 3 golos e 0 assistências)

Fez apenas três encontros como suplente utilizado com Ruben Amorim e João Pereira, ganhou uma outra vida com a chegada de Rui Borges. Apesar de ter um compromisso para ser transferido para o Como a título de empréstimo com opção de compra obrigatória de dez milhões, acabou por ficar em Alvalade, tornou-se opção titular numa defesa a quatro e depois a fazer toda a ala direita, marcou três golos incluindo o primeiro no clássico no Dragão e só nesta última parte da temporada deixou de ser opção no onze.

16Daniel Bragança

(18 jogos, 1.040 minutos, 3 golos e 4 assistências)

Depois de terminar da melhor forma a última época, Daniel Bragança continuou a ser aposta firme de Ruben Amorim como titular ou suplente utilizado, permitiu que outros esquemas táticos fossem testados e com o seu sucesso como o 3x5x3, conseguiu pela primeira vez fazer uma série de três encontros consecutivos a marcar entre Campeonato e Liga dos Campeões mas não fugiu ao autêntico drama que o Sporting foi vivendo na zona do meio-campo, sendo operado ao ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo em fevereiro.

17Rui Silva

(17 jogos, 1.530 minutos, 13 golos sofridos)

Foi uma das contratações do mercado de inverno, numa cedência temporária com opção de compra fixa, e foi uma das melhores unidades do Sporting na segunda volta a ponto de ter colocado todos os adeptos verde e brancos a gritar Ruuuuiiiii sempre que agarrava uma bola. Internacional português de 31 anos, veio para estabilizar a baliza face à contratação falhada de Kovacevic (que saiu por empréstimo) e conseguiu cumprir essa missão a 100%, com 13 golos sofridos nos 16 encontros realizados pelos leões na Primeira Liga.

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Rui Silva chegou a Alvalade no final da primeira volta, assumiu de imediato a titularidade e não voltou a sair da equipa

18Gonçalo Inácio

(28 jogos, 2.254 minutos, 3 golos e 3 assistências)

Mais um mercado que passou com sondagens sem ofertas concretas para sair de Alvalade (pelo menos tendo montantes dentro do que é pretendido pela SAD), mais uma época em que mostrou ser um dos jogadores com maior influência na equipa do Sporting. Num ano em que subiu à hierarquia de capitães com a partida de Seba Coates para o Uruguai, voltou a ser um dos maiores regulares e imprescindíveis para qualquer um dos três treinadores. No cômputo geral de todas as provas, foi a época em que fez mais golos (seis).

Gonçalo Inácio teve a época com mais golos da carreira contando com todas as competições disputadas pelo Sporting (seis)

19Ousmane Diomande

(31 jogos, 2.524 minutos, 2 golos e 0 assistências)

A cumprir a terceira temporada em Alvalade (segunda completa), e sem ter a paragem para a realização da Taça das Nações Africanas como aconteceu em 2023/24, foi um dos melhores centrais do Sporting com erros desnecessários e às vezes fruto da falta de experiência – o penálti e a expulsão seguinte frente ao AVS são um exemplo paradigmático disso mesmo – mas exibições de grande nível na maioria dos jogos, sobretudo nos dérbis e clássicos. Com apenas 21 anos, procurava uma época de afirmação e cumpriu esse objetivo.

FILIPE AMORIM/OBSERVADOR

Diomande assumiu o estatuto de indiscutível no Sporting numa época sem lesões nem paragens para a Taça das Nações Africanas

20Mateus Fernandes

(1 jogo, 25 minutos, 0 golos e 0 assistências)

Tudo apontava para que fosse a época de afirmação de Mateus Fernandes na equipa principal depois de uma época de empréstimo ao Estoril onde cresceu a olhos vistos e teve a oportunidade de ser suplente utilizado no primeiro encontro do Campeonato frente ao Rio Ave. No entanto, e por questões meramente financeiras de equilíbrio das contas para manter as principais unidades, acabou por ser vendido por 15 milhões aos ingleses do Southampton, sendo um dos melhores da equipa que acabou por descer da Premier League.

21Dário Essugo

(2 jogos, 16 minutos, 0 golos e 0 assistências)

Voltou a começar a temporada no plantel do Sporting, voltou a ser opção como suplente utilizado em dois dos primeiros três encontros do Campeonato frente a Nacional e Farense com 16 minutos de jogo mas foi depois cedido por empréstimo aos espanhóis do Las Palmas. A experiência na La Liga correu bem, a ponto de ter estado muito perto de assinar pelo Chelsea em janeiro. Não aconteceu mas, durante a segunda parte da época, o Sporting confirmou a venda a título definitivo do médio e de Geovany Quenda.

22Biel Teixeira

(3 jogos, 13 minutos, 0 golos e 0 assistências)

Foi uma das contratações de janeiro a par de Rui Silva mas, ao contrário do guarda-redes, não “vingou” e até esteve sempre longe desse patamar. O médio ofensivo brasileiro de 24 anos foi contratado ao Bahia por oito milhões de euros mas nunca conseguiu mostrar-se como um verdadeiro reforço, terminando o Campeonato com três encontros realizados e um total de 13 minutos entre Arouca (5′), Estrela da Amadora (1′) e Gil Vicente (7′). Apesar de levar apenas seis meses em Alvalade, pode sair já no mercado de verão.

23Morten Hjulmand

(28 jogos, 2.221 minutos, 2 golos e 2 assistências)

Se a primeira temporada depois de ter sido comprado ao Lecce, a segunda confirmou tratar-se de um dos melhores médios que passaram por Alvalade este século. Com a difícil missão de assumir o comando da equipa como capitão após a saída prematura de Coates, foi o farol de liderança dos leões, voltou a registar uma época muito regular e fez mais uma vez golos de grande importância para a equipa como o que marcou em Braga na reviravolta por 4-2. Tem contrato até 2028 mas promete ser muito cobiçado no verão.

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Morten Hjulmand subiu a capitão com a saída de Coates e foi sempre o grande líder do Sporting dentro e fora de campo

24 Ricardo Esgaio

(9 jogos, 227 minutos, 0 golos e 0 assistências)

É um dos jogadores com mais anos de Sporting a par de Daniel Bragança, esteve com um pé (ou mais) fora de Alvalade no verão e também no mercado de janeiro, acabou por ficar para conquistar mais um título no Sporting. Registou a temporada com menos utilização desde 2016/17, fez apenas nove jogos na Primeira Liga (dois como titular), não contou com nenhum golo nem assistências e ainda ficou de fora da última e decisiva ronda da prova depois de ter visto vermelho direto após o apito final do dérbi na Luz.

25Alexandre Brito

(2 jogos, 89 minutos, 0 golos e 0 assistências)

Foi mais um jovem da formação lançado numa fase muito particular da temporada por Rui Borges, a meio de fevereiro, quando até a segunda linha de médios que tinha sido promovida estava de fora. Entrou nos últimos cinco minutos da receção ao Arouca, foi depois titular no encontro fora com o AVS, pelo meio jogou também em Dortmund para a Liga dos Campeões mas não fugiu à onda de lesões no setor, tendo uma pequena paragem antes de voltar a descer à equipa B para ser opção nas últimas partidas da luta pela subida.

26João Simões

(9 jogos, 395 minutos, 1 golos e 0 assistências)

Foi lançado ainda por João Pereira, continuou a ser opção com Rui Borges, assumiu a titularidade quando as baixas no meio-campo começaram a surgir com uma maior cadência. Entre todos os médios da equipa B que subiram ao conjunto principal, João Simões, de 18 anos, foi o único que se manteve e passou mesmo a fazer parte do plantel até que fez uma fratura do quinto metatarso do pé direito e teve também de ser operado em fevereiro. Marcou na receção ao Nacional e não conteve as lágrimas de emoção pelo momento.

27 José Silva

(1 jogo, 12 minutos, 0 golos e 0 assistências)

O jovem lateral direito de 19 anos foi chamado por Rui Borges numa fase mais densa e com maior número de ausências da temporada, entrando no último quarto de hora da receção do Sporting ao Estoril em Alvalade num encontro que parecia decidido mas só teve o 3-1 final nos descontos. Rendeu Geovany Quenda nessa partida, tendo depois regressado à equipa B onde se fixou na lateral direita como titular no percurso que colocou os jovens leões na calha para lutarem pela subida à Segunda Liga na presente temporada.

28Geovany Quenda

(34 jogos, 2.255 minutos, 2 golos e 4 assistências)

Foi a grande “surpresa” de Ruben Amorim para a temporada de 2024/25 e a presença na Supertaça logo no primeiro jogo oficial foi tudo menos um acaso: na ala direita, como avançado pela direita ou jogando mais no lado esquerdo, Geovany Quenda foi um dos jogadores com mais minutos no Sporting (apesar de ter perdido a titularidade nos derradeiros encontros da Liga) e viu também o rendimento da época premiado com uma transferência para o Chelsea, ficando em Alvalade na próxima temporada mas por empréstimo.

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Geovany Quenda esteve no Europeu Sub-17, voltou ao clube, foi promovido à equipa principal e já assinou contrato pelo Chelsea

29Eduardo Quaresma

(20 jogos, 1.395 minutos, 1 golo e 0 assistências)

Teve uma época ao nível da anterior no número de jogos, reforçou a importância na equipa em termos de “peso”. Apesar das paragens por lesão, que fizeram com perdesse em momentos diferentes três semanas de competição, ganhou um papel preponderante nas últimas jornadas, em especial com o golo marcado em período de descontos frente ao Gil Vicente que valeu a vitória na antecâmara do dérbi. É um dos jogadores leoninos que consegue ganhar o terceiro Campeonato Nacional, tendo apenas 23 anos.

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Eduardo Quaresma marcou um golo determinante na campanha do Sporting neste Campeonato, nos descontos frente ao Gil Vicente

30Eduardo Felicíssimo

(6 jogos, 194 minutos, 0 golos e 0 assistências)

Foi o segundo médio “puxado” por Rui Borges para a equipa principal, numa fase em que a aposta em João Simões parara pela lesão do jovem jogador. Foi opção em estreia diante do AVS saído do banco, assumiu a titularidade pela primeira vez na receção ao Estoril com uma exibição que deixou boas indicações, fez um total de seis encontros no Campeonato incluindo mais um como opção inicial, na Amadora. Depois da presença no Europeu Sub-17, teve a primeira época no conjunto principal antes de regressar à equipa B.

31Mauro Couto

(1 jogo, 3 minutos, 0 golos e 0 assistências)

Contratado ao P. Ferreira na última temporada, quando era júnior mas ia jogar para a equipa Sub-23 ou B dos leões, trabalhou várias semanas com o conjunto principal devido às baixas por lesão no plantel e mereceu mesmo os primeiros minutos no Campeonato naquele que foi o último encontro de João Pereira no comando dos leões, no nulo frente ao Gil Vicente em Barcelos. Ainda fez também um encontro na Taça de Portugal, esteve outros no banco e regressou depois à equipa B para discutir a subida de divisão na Liga 3.

32Henrique Arreiol

(3 jogos, 23 minutos, 0 golos e 0 assistências)

Assumiu um dos principais papéis de destaque na equipa do Sporting que disputou a Youth League, também mereceu a chamada de Rui Borges ao plantel principal quando o setor intermédio estava mais desfalcado em março já depois da estreia promovida por João Pereira. O madeirense de 19 anos é um dos médios com mais potencial da formação verde e branca, apesar de não ter sido o primeiro chamado para suprir as lacunas que a formação A estava a registar, e vai continuar a “mostrar-se” ao serviço da equipa B.

33Afonso Moreira

(1 jogo, 1 minuto, 0 golos e 0 assistências)

Começou a época de fora por lesão, foi depois falado como possibilidade para sair por empréstimo, ficou na Academia para ser uma espécie de reforço não só da equipa B como do conjunto de juniores que disputou a Youth League e acabou por ter a oportunidade com Rui Borges de fazer a estreia no Campeonato, entrando no último minuto da receção dos leões ao Farense em fevereiro. Teve ainda a oportunidade de fazer a estreia na Liga dos Campeões frente ao B. Dortmund e jogou também frente ao Gil Vicente na Taça.

34Rodrigo Ribeiro

(1 jogo, 1 minuto, 0 golos e 0 assistências)

Voltou a integrar a comitiva verde e branca na pré-temporada, deixou alguns apontamentos que permitiam pensar em mais uma época a trabalhar com a equipa B mas a ser chamado sempre que necessário à formação principal, teve um caminho diferente do que se esperava: depois de ter jogado a Supertaça e um minuto na jornada inaugural do Campeonato frente ao Rio Ave, acabou por sair por empréstimo como acontecera na última época com o Nottingham Forest e reforçou até ao final da temporada o AVS.