Os incêndios que deflagraram esta quinta-feira à tarde nos concelhos de Beja e de Mértola já foram dominados, revelou à agência Lusa fonte da Proteção Civil.
Fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo indicou que o fogo agrícola que ocorreu na zona de Cabeça Gorda, no concelho de Beja, foi dado como dominado às 18h20, enquanto o incêndio em mato, registado no concelho de Mértola, também no distrito de Beja, foi dominado às 18h32.
Não há registo de feridos nem de habitações afetadas nos dois incêndios, adiantou.
De acordo com a informação disponível na página da internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, pelas 19h00 o incêndio que deflagrou ao início da tarde no concelho de Beja mobilizava ainda 89 operacionais, apoiados por 33 veículos. O fogo do concelho de Mértola mobilizava 72 operacionais, apoiados por 25 viaturas. O alerta para este incêndio foi dado às 12h44.
Autarca de Beja estima que chamas já consumiram “cerca de 300 hectares”
O incêndio agrícola já terá consumido “cerca de 300 hectares” de povoamento florestal e pasto, segundo estimativa avançada à agência Lusa pelo presidente do município, Paulo Arsénio.
“Trata-se de uma estimativa de cerca de 300 hectares e abrange uma zona de cerca de oito quilómetros quadrados, portanto é um incêndio de grandes proporções”, disse. “Foi, de facto, um incêndio de grande dimensão em que se evitou uma catástrofe maior devido à pronta e rápida intervenção das várias equipas de bombeiros”, acrescentou.
O autarca manifestou ainda alguma tranquilidade pelo facto de o incêndio não ter entrado em perímetro florestal do concelho, entre as freguesias de Cabeça Gorda e Salvada.
“Temos aqui um perímetro florestal muito valioso no concelho, que abrange as freguesias de Cabeça Gorda e Salvada, é um perímetro florestal com uma área superior a 250 hectares e nós temíamos que o fogo acabasse por entrar nessa zona e causar graves danos e terá entrado no perímetro florestal apenas em cerca de um hectare [consumido pelas chamas]”, indicou.
Paulo Arsénio acrescentou ainda que não há registo de habitações afetadas pelas chamas, nem registo de feridos, sublinhando que até agora arderam, sobretudo, “azinheiras, sobreiros e pasto”.