A música “You belong with me“, de Taylor Swift, conta a história de uma rapariga que se vê completamente o oposto da namorada do seu interesse amoroso. Agora, 17 anos depois do lançamento do single, a artista norte-americana invoca literalmente o título de um dos seus singles mais conhecidos para anunciar que adquiriu os direitos de todo o trabalho que já produziu. As dezenas de álbuns, videoclipes e filmes produzidos ao longo de quase duas décadas de carreira passam agora a pertencer unicamente a Swift, depois de os ter perdido em 2019, na sequência da venda da discográfica Big Machine ao empresário Scooter Braun, que passou a deter o catálogo da cantora.
Numa carta manuscrita, publicada no seu site, Taylor Swift conta aos milhões de fãs em todo o mundo que “o trabalho da sua vida” foi finalmente recuperado. “Tudo o que sempre quis foi a oportunidade para trabalhar o suficiente para um dia poder comprar a minha música sem compromissos, sem parcerias, com total autonomia”, escreve a artista. Nesta mesma mensagem, agradece a oportunidade do negócio ao fundo de investimento Shamrock Capital, que adquiriu o portefólio de Swift em 2020, num negócio de cerca de 300 milhões de dólares com Scooter Braun, segundo o The Guardian.
“Vou estar eternamente grata a todos na Shamrock Capital, por serem as primeiras pessoas a oferecer-me [esta oportunidade]. A forma como lidaram com cada interação que tivemos tem sido honesta, justa e com respeito”, acrescenta a cantora, reconhecendo que para o lado da empresa a interação não terá passado de um negócio, mas acredita que reconheceram o que significava para a artista: “As minhas memórias, o meu suor, a minha letra e décadas de sonhos”. Swift não revelou quaisquer detalhes sobre a compra.
You belong with me.
????????????❤️????????Letter on my site :) pic.twitter.com/pdb6kGDcVO
— Taylor Swift (@taylorswift13) May 30, 2025
Com a venda do catálogo da cantora norte-americana em 2019, Taylor Swift comprometeu-se a regravar toda a sua discografia para manter controlo do seu trabalho. Como Braun, e mais tarde a Shamrock Capital, lucravam com cada stream dos discos originais da artista, surgiram as versões da Taylor (Taylor’s version) — regravações dos vários álbuns, mas com todas as receitas geradas a entrar diretamente no bolso da sua produtora. Todos os projetos musicais lançados nos últimos seis anos já pertenciam a Swift, mas agora juntam-se os títulos “Taylor Swift” (2006), “Fearless” (2008), “Speak Now” (2010), “Red” (2012), “1989” (2014) e “Reputation” (2017) e os vários outros trabalhos publicados neste período da sua carreira.
As reedições das “Taylor’s version” em falta eram o remake do seu primeiro disco e ainda o álbum “Reputation“. Na carta divulgada, Taylor Swift confessa que apenas gravou “um quarto” do último, enquanto o seu “debut” está pronto a sair. Com a recuperação dos direitos de autor, a artista não descarta o lançamento destas reedições — juntamente com músicas que escreveu na altura e acabou por não publicar. “Se acontecer, não partirá de um lugar de tristeza e saudade por aquilo que eu gostaria que me pertencesse. Será só uma celebração”.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 2.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui.]