Durante muito tempo o FC Porto dominou o andebol, agora há muito tempo que não conseguia vencer um clássico frente ao Sporting. Depois de um arranque de projeto a montar uma “base” com Ricardo Costa no comando, os leões deram o passo em frente, conquistaram o Campeonato, tiveram em 2023/24 a primeira temporada a ganhar todos os troféus nacionais e chegavam agora à final da Taça de Portugal com um total de seis títulos consecutivos ganhos entre dois Campeonatos, duas Taças de Portugal e duas Supertaças, com a última semana a ser de festa pelo triunfo diante dos dragões no jogo da consagração. No entanto, e como os dois técnicos assumiam na antecâmara do jogo, este seria um duelo com características diferentes.
“O mais importante é sempre o próximo troféu. Queremos conquistar a Taça de Portugal sabendo do poderio e da ambição do FC Porto, que não ganha uma competição há muito tempo e vai fazer tudo para conquistar esta. Temos uma equipa cheia de experiência e que quer vencer mas para nós é o troféu mais importante da época porque é o próximo. Há que esquecer tudo o que está para trás, bom ou mau, para nos focarmos nesta semana importante. Temos de ser mais assertivos, coletivos e disponíveis na nossa forma de atacar. Sofrer 36 golos não é bom para nós, o último não foi um jogo positivo nesse sentido. Se queremos vencer a Taça de Portugal, sabemos que temos de defender muito melhor. Os jogos são equilibrados e temos tido a frieza e a capacidade para dar a volta”, salientara Ricardo Costa, treinador dos verde e brancos.
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“O Campeonato já acabou. Vamos defrontar o Sporting novamente e espero que entremos com tudo. Foi uma época muito dura, não estamos contentes por ficar em segundo mas este não foi o nosso ano. Tivemos dificuldades desde o primeiro dia, não tivemos um jogo com todos os jogadores em plenas condições. Estou ansioso por ver a minha equipa a lutar pela Taça de Portugal no próximo fim de semana e por começar a próxima temporada, em que vamos entrar com tudo para dificultarmos a vida aos nossos adversários. A final vai ser um jogo mais físico do que este último. Não espero surpresas, sobretudo temos de defender e correr melhor”, apontara Magnus Andersson, técnico dos portistas, depois da derrota no João Rocha.
????"Os portistas merecem esta Taça"
????Antevisão de Leonel Fernandes: https://t.co/Ni9P9oRRtF
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????Sábado⌚ 17h
????Bilhetes esgotados
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Desde essa temporada de 2023/24, e em dez encontros, o FC Porto tinha conseguido apenas um triunfo na fase final do Campeonato entre oito derrotas e um empate. Mais: na presente época, o máximo que os azuis e brancos conseguiram foi uma igualdade em casa na fase regular do Campeonato, tendo cedido nas partidas da fase final que acabaram por ditar o bicampeonato dos verde e brancos. Agora, apesar da boa entrada dos dragões, não foi diferente e o Sporting conquistou a sua 19.ª Taça de Portugal da história (quarta seguida), levando uma série de sete títulos nacionais consecutivos para reforçar um período de hegemonia numa temporada de 2024/25 melhor do que a anterior que só não foi mais perfeita pela eliminação nos quartos da Liga dos Campeões frente ao Nantes, num resultado que por si já foi histórico entre equipas portuguesas.
Os Leões do #AndebolSCP vencem o FC Porto por 27-28 na final da Taça de Portugal, conquistam o ???????????????????????????????? ???????????? e chegam ao 7️⃣.° título consecutivo na modalidade ???? pic.twitter.com/Td1dqwm8Gv
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A Taça de Portugal é nossa ???????? pic.twitter.com/AELAz7XQYb
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Depois de um arranque a todo o gás, com dois golos de Victor Iturriza a colocarem o FC Porto em vantagem, as defesas conseguiram ir ganhando o duelo particular contra os ataques e, a meio da primeira parte, após o festival de golos no encontro que fechou o Campeonato na última semana, os azuis e brancos lideravam com apenas 11 golos marcados (6-5). Foi também nessa altura que Magnus Andersson perdeu uma das unidades mais importantes, com Iturriza a ver cartão vermelho e a ser desqualificado numa decisão que deixou o pivô internacional português à beira de um ataque de nervos. Ainda assim, e com Diogo Rêma em destaque na baliza, os dragões não quebraram, continuaram a escolher as melhores opções ofensivas e chegaram mesmo a uma vantagem de três golos (12-9), que chegaria ao intervalo com uma outra “folga” (15-13).
#AndebolSCP | ▶️ Início da final da Taça de Portugal em Santo Tirso ????♂️
VAMOS, LEÕES! Até ao fim ????
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⏱Intervalo
????♂️FC Porto 15-13 Sporting CP
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Thorsteinn Gunnarsson, que chegou ao descanso com seis golos, era o grande destaque de uma partida onde a defesa dos azuis e brancos conseguira travar aquela que é principal mais valia dos leões, o ataque. Era isso que Ricardo Costa, que foi experimentando diferentes soluções na primeira linha, tentava mudar para entrar de vez no encontro num Pavilhão Municipal de Santo Tirso mais quente do que o jogo que estava a receber. Já com Andre Kristensen na baliza, em vez de Mohamed Aly, Rêma continuava a dominar no lado contrário mas uma pausa técnica de Ricardo Costa permitiu uma resposta de 3-0 para o empate a 18 quando estavam disputados os dez minutos iniciais do segundo tempo e voltava tudo a ficar em aberto na final.
#AndebolSCP | 40'
???? 18-17 ????// #FCPSCP pic.twitter.com/NL1XXioBEM
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A partir daí, os momentos variavam. O Sporting conseguiu recolocar-se na frente como não acontecia desde a primeira parte, tendo um ataque onde até poderia chegaria aos dois golos de vantagem. Depois, o FC Porto aproveitou da melhor forma a inferioridade numérica dos verde e brancos por uma exclusão ao banco por protestos para voltar a ter dois golos de avanço. Os nove minutos finais chegavam já com um empate a 22 e com Magnus Anderson a arriscar ataques 7×6 para fugir à agressividade defensiva leonina que subiu na segunda parte. Curiosamente, até de forma paradoxal, foi aí que os leões passaram de vez para a frente, aproveitando alguns erros contrários para fazerem um parcial de 4-0 e fecharem o triunfo por 28-27.
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???? 27-28 ????// #FCPSCP pic.twitter.com/LLWk9aKHck
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