Poucos dias após confirmar publicamente que vai voltar a protagonizar Draco Malfoy — um dos vilões de Harry Potter —, Tom Felton foi instado a comentar este domingo se sentia desconforto quanto às posições públicas da autora da saga literária, JK Rowling, a propósito de questões de género — em particular a comunidade transgénero.
Questionado pela revista Variety durante cerimónia de entrega dos prémios Tony, Felton respondeu “não posso dizer que isso [me afete], não estou assim tão sintonizado com isso”. Ao invés, o ator afirmou “Nunca vi nada unir mais o mundo do que Potter. Ela é responsável por isso, por isso estou incrivelmente grato”.
Felton — que protagonizou Malfoy ao longo dos oito filmes lançados entre 2001 e 2011 — volta a corporizar a personagem que o afamou na peça de teatro Harry Potter e a Criança Amaldiçoada II (Harry Potter and the Cursed Child: Part II, em inglês), que vai estar em cena durante 19 semanas — de 11 de novembro de 2025 a 22 de março de 2026 — no Lyric Theatre, da Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 3.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui e o segundo aqui.]
O ator parece assim divergir da opinião dos ex-colegas Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint — que protagonizaram as personagens Harry Potter, Ron Weasley e Hermione Granger —, tal como do ator principal de Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los, Eddie Redmayne.
Todos eles já fizeram declarações críticas sobre Rowling, distanciando-se da escritora desde que iniciou a sua campanha pública em 2020, quando publicou uma declaração online a detalhar a sua experiência de agressão sexual e criticando as mudanças propostas para as leis de reconhecimento de género.
Mais recentemente, J. K. Rowling foi também alvo de críticas do ator Pedro Pascal após ter defendido uma decisão do Supremo Tribunal do Reino Unido que exclui as mulheres transgénero. Pascal considerou tal posição “comportamento hediondo de uma falhada”.