O fim de semana em Itália foi o melhor do ano para Miguel Oliveira. Com um 13.º lugar na corrida sprint e outro na corrida principal, o português alcançou os melhores resultados da temporada e deu uma resposta clara às declarações de Paolo Pavesio, diretor da Yamaha, que deixou claro que os dois pilotos da Pramac terão de fazer pela vida para continuarem a ter lugar na equipa.
Era com essas sensações, naturalmente, que Miguel Oliveira aparecia nos Países Baixos. Apesar de uma qualificação para esquecer, registando apenas o 18.º tempo, o piloto português saltou para 12.º na corrida sprint de sábado — ou seja, em termos absolutos e juntando corridas sprint e principais, voltou a renovar o melhor resultado da temporada. Ainda assim, depois da prova, garantiu que não estava totalmente satisfeito.
“Fiz um arranque muito bom e consegui ganhar cinco ou seis posições. No entanto, não me senti suficientemente competitivo com a mota, especialmente na última chicane. Era a minha melhor oportunidade de ultrapassagem, mas simplesmente não consegui aproximar-me o suficiente. Isso foi bastante frustrante, naturalmente, porque acreditava que era mais rápido do que os pilotos da frente, mas fui forçado a ficar atrás deles durante praticamente toda a corrida. O lado bom, porém, é que reuni muitas informações valiosas para a corrida de amanhã. Sinto-me totalmente recuperado, finalmente. Embora, infelizmente, o resultado não reflita o que realmente sinto”, atirou o piloto natural de Almada, que alcançou mesmo o melhor registo da Yamaha durante o dia de sábado.
Este domingo, em Assen e na 100.ª edição do histórico Grande Prémio neerlandês, Miguel Oliveira voltava a arrancar de 18.º e com necessidade de realizar uma corrida em crescendo — lá à frente, com a pole-position, estava Fabio Quartararo, sendo que Marc Márquez era apenas quarto na grelha de partida depois de ter vencido a sprint. Logo no arranque, porém, ficou bem claro que o dia seria curto para o piloto português.
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Miguel Oliveira saiu de pista logo na volta inicial, depois de um toque em Ai Ogura, e ainda reentrou no último lugar e com uma volta de atraso depois de uma passagem pelo pitlane. Ainda conseguiu recuperar até 17.º, aproveitando também as quedas de Álex Márquez, Joan Mir e Fermín Aldeguer, mas a mota nunca ficou em condições depois do incidente e o piloto português acabou mesmo por abandonar na 11.ª volta.
Lá à frente, Pecco Bagnaia roubou a liderança a Fabio Quartararo logo no arranque, com o francês da Yamaha a cair para o quarto lugar, mas Marc Márquez não demorou a superar o colega de equipa para chegar à primeira posição. Já Marco Bezzecchi, que tinha arrancado em quinto, deu seguimento ao segundo lugar na corrida sprint e colou-se ao grupo da frente até tirar a segunda posição a Bagnaia e assumir-se como o grande obstáculo de Márquez na luta pela vitória.
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Ainda assim, o triunfo já não fugiu ao espanhol da Ducati. Marc Márquez ganhou o Grande Prémio dos Países Baixos e somou a terceira vitória consecutiva no Mundial de MotoGP pela primeira vez desde 2019, com Marco Bezzecchi a ficar mesmo com o segundo lugar e Pecco Bagnaia a encerrar o pódio. Já Álex Márquez, que caiu ainda na fase inicial da corrida, passou pelo centro médico e sofreu mesmo uma fratura na mão, devendo ser operado ainda este domingo — numa altura em que é o segundo classificado do Campeonato do Mundo, apenas atrás do irmão.
Three consecutive wins for the first time since 2019 ???????????? @marcmarquez93#DutchGP ???????? pic.twitter.com/Q7tiuQoxFE
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