Só faltou o Flamengo. À semelhança do que aconteceu nas últimas ocasiões em que ficou sem clube para treinar, Jorge Jesus voltou a ser falado como uma hipótese para seleções como o Brasil ou Portugal, entrou na órbita do FC Porto na altura da saída de Martín Anselmi (sem que ninguém dos dragões tenha abordado o representante do técnico para regressar a Portugal) e foi apontado a outros clubes sauditas que não o Al Hilal, de onde tinha saído. No final, e depois de uma semana em que foi notícia por uma questão jurídica com o Benfica, imperou a última possibilidade: aos 70 anos, vai treinar pela primeira vez Cristiano Ronaldo.

O acordo tinha sido alcançado há vários dias, depois de ter sido sempre apontado como alvo número 1 do Al Nassr desde a saída do italiano Stefano Pioli, que tinha substituído Luís Castro. Ainda houve outros nomes na imprensa como Sérgio Conceição, que deixou o AC Milan no final da temporada, mas Jesus acabou por imperar como o escolhido depois das duas passagens anteriores pelo rival Al Hilal, a última marcada pela conquista de todos os títulos nacionais na Arábia Saudita (Liga, Taça e Supertaça) na época de 2023/24.

É oficial: Jorge Jesus foi despedido do Al-Hilal

“Cristiano Ronaldo? Sem o convite dele de certeza que não estaria lá. A motivação vai ser grande. Vou tentar que o Al Nassr, que é um dos melhores clube da Arábia Saudita, possa ganhar títulos. O Ronaldo é um jogador que ganhou sempre tudo onde jogou. Ainda não ganhou na Arábia Saudita. Vou ver se o ajudo. Comunicação? Falamos a mesma língua, é tudo fácil…”, comentou o técnico à imprensa desportiva no aeroporto Humberto Delgado, antes da partida para a Arábia Saudita para começar a preparar a temporada de um plantel que conta com nomes como Sadio Mané, Brozovic, Otávio, Simakan ou Bento, entre outros.

Em paralelo, e nessa mesma conversa antes da partida, Jorge Jesus assumiu também um arrependimento em relação a uma proposta que recusou. “Há coisas na vida em que erramos. Errei por não ter aceitado o projeto da seleção do Brasil. Não quis ir para a seleção do Brasil porque estava de corpo e alma no Al Hilal”, apontou o treinador português, sem explicar se essa possibilidade aconteceu antes ou depois da passagem de Dorival Júnior pela canarinha, que é agora treinada pelo italiano Carlo Ancelotti. Já antes, nos tempos que se seguiram a uma época de sonho pelo Flamengo em 2019/20, Jesus foi apontado ao Brasil.

Nesta nova passagem pela Arábia Saudita, o objetivo de Jorge Jesus passa por fazer esquecer a derradeira temporada do Al Nassr, que perdeu a Supertaça, caiu nos oitavos da Taça, não passou das meias-finais na Liga dos Campeões asiática e terminou o Campeonato na terceira posição, atrás do campeão Al-Ittihad de Danilo Pereira e… do Al Hilal, onde jogam Rúben Neves e João Cancelo. Depois da saída do Sporting, em 2018, este é o quarto clube estrangeiro que o técnico português orienta depois de Al Hilal (em duas ocasiões diferentes), Flamengo e Fenerbahçe. Pelo meio, Jesus ainda regressou sem sucesso ao Benfica.

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